A Meta firmou parceria com a Amazon Web Services (AWS) para incluir dezenas de milhões de núcleos de CPU Graviton em sua infraestrutura de computação voltada para Agentic AI.
CPU ganha espaço na era da Agentic AI
Com o avanço da Agentic AI, empresas têm ampliado rapidamente suas estruturas para dar conta da demanda por processamento.
Nos últimos meses, acordos de energia em escala de gigawatts passaram a aparecer com mais frequência, e o uso de CPUs também cresceu.
Nesse cenário, a Meta anunciou uma parceria com a AWS. O foco está nas CPUs Graviton, que passam a fazer parte da infraestrutura da empresa.
Segundo o anúncio, serão adicionados "dezenas de milhões" de núcleos Graviton. O número chama atenção, já que cada chip mais recente, o Graviton5, traz 192 núcleos Arm Neoverse.
Principais pontos da parceria
A seguir, os destaques do acordo:
- Parceria com a AWS para integrar dezenas de milhões de núcleos Graviton à infraestrutura da Meta
- Crescimento da Agentic AI aumenta a necessidade de processamento em CPU
- Núcleos Graviton5 foram projetados para esse tipo de demanda
- A estratégia considera que nenhuma arquitetura de chip atende todos os tipos de carga de trabalho
Com isso, a Meta deve se tornar uma das maiores clientes de Graviton da Amazon no mundo. O uso desses chips também mostra o peso das CPUs na Agentic AI.
Fabricantes têm recebido mais interesse do mercado. Empresas como Intel, AMD, NVIDIA e a própria Amazon estão sendo procuradas por companhias de IA em busca de mais capacidade.
"Não se trata apenas de chips, mas de oferecer a base de infraestrutura, além de dados e serviços de inferência, para criar IA que entenda, antecipe e escale para bilhões de pessoas. A expansão da parceria com a Meta, com a implantação de dezenas de milhões de núcleos Graviton, mostra o que acontece ao combinar silício específico com toda a estrutura de IA da AWS para a próxima geração de Agentic AI." – Nafea Bshara, vice-presidente e engenheiro da Amazon.
Meta também investe em chips próprios
Ao mesmo tempo, empresas de IA seguem trabalhando em chips próprios. A Meta já tem parceria com a Broadcom para desenvolver silício voltado à IA, que deve alimentar um ecossistema de múltiplos gigawatts.
A empresa já produz aceleradores da linha MITA, mas enfrenta limitações na fabricação, assim como outras companhias. Fabricantes como TSMC e Samsung operam com capacidade próxima do limite.
Another exciting development in our chips business as Meta has decided to bet big on Graviton, our leading CPU chip—committing to tens of millions of Graviton cores.
Agentic AI is becoming almost as big a CPU story as a GPU story. Complex multi-step orchestration, real-time… pic.twitter.com/nccGQ6Gw0n
— Andy Jassy (@ajassy) April 24, 2026
Por isso, uma saída tem sido buscar chips já produzidos por essas empresas ou recorrer a provedores de nuvem com infraestrutura pronta. Esse movimento com "dezenas de milhões de núcleos" é apenas o começo.
A Meta planeja expandir sua estrutura de IA nos próximos anos, o que deve aumentar ainda mais o número de chips usados conforme esse mercado cresce.
