The Legend of Zelda: Link's Awakening ganhou uma versão não oficial para PC, baseada no jogo lançado para Nintendo Switch em 2019.
Chamado de LAS Recomp, o projeto funciona de forma nativa no Windows, macOS e Linux e inclui recursos que não existem na versão original. O lançamento veio após a chegada de outras adaptações não oficiais para computadores.
Entre elas estão jogos de GameCube, como Super Smash Bros. Melee, além de God of War 3 Remastered e Bloodborne, que tiveram versões para PlayStation 4. Agora, o projeto de Link's Awakening indica o início de adaptações nativas de jogos do Switch para PC.
Como funciona a versão de Link's Awakening para PC
Segundo a descrição no GitHub, o LAS Recomp usa recompilação estática para transformar o código da versão de Switch em um aplicativo nativo para computadores. Portanto, o jogo funciona sem emulação.
Link's Awakening já rodava no PC por meio de emuladores, apesar das ações da Nintendo para impedir esse uso nos últimos anos.
Por isso, a possibilidade de jogar no computador, sozinha, teria menos interesse. Os novos recursos adicionados são o principal atrativo dessa adaptação.
Essa versão do jogo usa janelas mais largas ou mais altas para mostrar uma área maior da ilha, incluindo monitores ultrawide.
Casas e masmorras mantêm o enquadramento previsto no jogo. Também é possível voltar à proporção original de 16:9 nas opções.
A tela inicial tem a opção de escolher entre a experiência original e diferentes configurações do modo aleatório, conhecido como randomizer.
Nesse mesmo local, é possível configurar os arquivos extraídos da própria cópia do jogo e importar fontes de texto. Alguns textos usam fontes incluídas no sistema do Switch.
O projeto têm substitutas por padrão, mas também pode usar as fontes do console para manter a aparência original. Como elas são propriedade intelectual da Nintendo, precisam ser extraídas do aparelho do próprio usuário.
Controles, imagem e ajustes durante o jogo
Um menu pode ser aberto durante a partida pela tecla F1 ou pela combinação dos botões Menos e Mais no controle. Também é possível alternar entre o jogo original e as configurações do randomizer sem reiniciar o aplicativo.
A versão aceita teclado e controle, com opção de alterar todas as teclas e os botões. Os ajustes ficam na aba de controles ou nas configurações da tela inicial.
Os menus mantêm comandos fixos para evitar que uma mudança impeça o acesso às opções. Os símbolos dos botões na interface e nos textos acompanham o controle identificado pelo sistema SDL, com ícones de Xbox ou PlayStation.
O jogador também pode escolher manualmente os padrões Nintendo, Xbox ou PlayStation. Os ícones seguem as alterações feitas nos comandos.
Outras opções incluem movimento em 360 graus, remoção do desfoque e possibilidade de ocultar o ícone do Modo Herói. No macOS, o recurso Apple MetalFX vem ativado por padrão para ampliar a imagem.
A resolução interna pode ser aumentada ou reduzida em etapas, ajustada à tela ou alterada automaticamente durante o jogo.
Com o MetalFX e os ajustes adequados, até um MacBook Air deve conseguir rodar o jogo com facilidade. No Windows, a única opção disponível atualmente para ampliar a imagem é o método bilinear.
Modo aleatório muda itens, músicas e masmorras
O randomizer está entre os recursos mais interessantes dessa versão de Link's Awakening para PC. Ele embaralha todos os itens e as missões de troca, além de alterar ambientes, músicas e a ordem das salas das masmorras, entre outras possibilidades.
O recurso ainda é experimental e tem alguns problemas. Mesmo assim, possui novas formas de jogar novamente que não estão disponíveis na versão original. Isso faz falta em um jogo de duração curta.
Projeto foi desenvolvido quase todo com inteligência artificial
Outro ponto interessante é que essa primeira adaptação nativa de um jogo de Switch para PC foi feita quase inteiramente com inteligência artificial.
De acordo com o responsável pelo projeto, quase todo o código, as ferramentas, a engenharia reversa e a documentação do repositório foram produzidos pelo Claude, da Anthropic, por meio do Claude Code.
A manutenção também ficará a cargo da IA, com orientação, testes e revisão de uma pessoa. Essa informação pode pesar na decisão de quem prefere não apoiar projetos desenvolvidos com inteligência artificial.
A oposição ao uso de IA em trabalhos criativos é uma realidade. Ao mesmo tempo, é inegável que os avanços recentes possibilitaram concluir em poucos dias projetos que precisariam de anos de trabalho, com resultados interessantes.
Nesse contexto, versões para PC da série Xenoblade Chronicles seriam bem-vindas, mesmo que tenha funções extras que tornem uma nova partida mais interessante.








