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Windows 11 vai deixar usuário escolher quanta RAM a GPU pode usar

Microsoft testa controle de memória unificada no Windows 11, permitindo ao usuário reservar RAM para GPU em notebooks com RTX Spark e IA.
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A Microsoft trabalha em um novo controle de memória unificada no Windows 11 que dará ao usuário a opção de definir quanta RAM poderá ser reservada para a GPU.

O recurso tem foco em jogos e aplicativos que executam cargas pesadas de inteligência artificial. A mudança surge em um momento em que notebooks equipados com o RTX Spark, da NVIDIA, estão próximos de chegar ao mercado.

A plataforma oferece suporte a até 128 GB de memória LPDDR5X unificada, compartilhada entre o sistema e o processador gráfico.

Na prática, nem todo usuário precisará manter quase toda essa capacidade disponível como memória convencional do Windows.

Reservar uma parte maior para a GPU dará mais controle ao usuário ao executar modelos de IA que consomem dezenas de gigabytes.

IntelligentCarveout aparece em versão experimental do Windows 11

O recurso recebeu internamente o nome "IntelligentCarveout". Segundo as informações disponíveis, ele foi encontrado em uma versão experimental do Windows 11 em 17 de agosto, acompanhado de um componente chamado "SettingsHandlers_UnifiedMemory.dll".

A função ainda não foi liberada para usuários. Mesmo assim, a própria versão de testes contém uma descrição de como o sistema deverá trabalhar com a memória compartilhada:

"Let Windows reserve additional unified memory for graphics and AI intensive games and applications. Reserved memory is not available for other applications."

Traduzindo para o português, isso revela que a opção reserva memória unificada adicional para gráficos, jogos e aplicativos com uso intenso de IA.

A quantidade separada dessa forma deixa de ficar disponível para os demais programas do sistema enquanto estiver reservada.

Com isso, donos de máquinas com o RTX Spark poderão definir quanto da memória unificada será destinada à GPU Blackwell para jogos e tarefas de inteligência artificial.

RTX Spark pode chegar a notebooks ainda em 2026

A inclusão desse controle no Windows 11 acompanha a preparação da NVIDIA para colocar o RTX Spark no mercado.

Um driver de desenvolvimento para Windows 11 já está disponível, outro sinal de que notebooks baseados na plataforma podem aparecer antes do fim do ano.

Sistemas com memória unificada não são novidade no Windows 11. A diferença é que a Microsoft prepara um controle próprio dentro do sistema operacional, dando ao usuário acesso direto à divisão da memória.

Até agora, esse tipo de ajuste também podia depender das ferramentas fornecidas pelo fabricante do hardware.

AMD já oferece recurso semelhante no Ryzen AI Max+ 395

O Ryzen AI Max+ 395, da AMD, é um exemplo. O chip pode trabalhar com até 128 GB de memória e conta com uma função semelhante nos drivers gráficos da empresa.

Nesse caso, é possível reservar até 96 GB para a GPU, deixando o restante para o sistema operacional e outros aplicativos. Ainda não há informação sobre qual será o limite de memória destinado à GPU nos computadores com RTX Spark.

Durante a apresentação da plataforma, porém, a NVIDIA disse que o hardware pode executar modelos de IA de até 120 bilhões de parâmetros. Esse cenário indica que uma parcela pequena dos 128 GB deverá permanecer reservada ao sistema.

Com base no que foi apresentado pela NVIDIA, ao menos 8 GB podem ficar destinados ao Windows, enquanto o restante poderá ser usado pelas cargas executadas pela GPU.

A configuração exata ainda depende da implementação da Microsoft e dos computadores que chegarão ao mercado.

O IntelligentCarveout segue escondido em uma versão experimental do Windows 11, enquanto os primeiros notebooks com RTX Spark são esperados para antes do fim de 2026.