Ubisoft cancela remake de Prince of Persia e adia sete jogos em reestruturação interna

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A Ubisoft cancelou seis jogos e adiou outros sete como parte de um processo interno que a empresa chama de "grande reinício".

Entre os projetos cancelados está o remake de Prince of Persia: The Sands of Time, que já vinha passando por vários problemas desde o anúncio. Os outros cinco jogos cancelados não tinham sido divulgados ao público.

Um deles era um jogo para celular e, entre os demais, três eram novas franquias. Já entre os sete títulos adiados estaria o remake de Assassin's Creed Black Flag, que ainda não foi anunciado oficialmente.

A informação saiu em um comunicado enviado ao site Wccftech. No texto, a Ubisoft informa que está mudando toda a sua estrutura e passando a operar com cinco "casas criativas". Cada uma delas vai apoiar uma nova estratégia da empresa.

O documento também confirma o fechamento do estúdio Ubisoft Halifax, cortes de pessoal na RedLynx, na Ubisoft Abu Dhabi e na Massive Entertainment, além do encerramento das atividades da Ubisoft Stockholm.

No comunicado, a empresa disse que a mudança tem como objetivo recuperar a liderança criativa, ganhar mais agilidade e retomar o crescimento de forma sustentável, com geração de caixa mais forte.

Reestruturação das Casas Criativas da Ubisoft
Nova estrutura de Casas Criativas da Ubisoft. Crédito da imagem: Ubisoft

O novo modelo de trabalho passa a priorizar jogos de mundo aberto e experiências do tipo serviço, com mais investimento em tecnologia e no uso de inteligência artificial voltada ao jogador.

A decisão afeta diretamente quem aguardava o remake de The Sands of Time, que chegou a ter previsão informal para o início de 2026.

Segundo a Ubisoft, esse projeto e os outros cancelados não atingiram o nível de qualidade exigido dentro dos novos critérios de seleção de jogos da empresa.

Sobre os sete títulos adiados, a Ubisoft não divulgou nomes. De acordo com o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, um deles seria o remake de Assassin's Creed Black Flag.

Esses projetos ganharam mais tempo de produção para alcançar o padrão de qualidade definido pela empresa e também tiveram suas metas de faturamento revisadas.

As cinco casas criativas passam a dividir todas as franquias da Ubisoft. A primeira, chamada Vantage Studios, reúne séries como Assassin's Creed, Far Cry e Rainbow Six e conta com apoio do grupo Tencent.

As demais ainda não têm nomes próprios, mas cada uma terá uma equipe de liderança responsável por todo o processo, desde o desenvolvimento até a publicação e o marketing.

A segunda casa vai cuidar de jogos de tiro cooperativos, como The Division, Ghost Recon e Splinter Cell. A terceira ficará responsável por experiências de serviço contínuo, como For Honor, The Crew, Riders Republic, Brawlhalla e Skull & Bones.

A quarta será dedicada a universos de fantasia e jogos com foco em história, incluindo Anno, Might & Magic, Rayman, Prince of Persia e Beyond Good & Evil.

A quinta vai concentrar jogos casuais e para toda a família, como Just Dance, Hungry Shark, Uno e títulos da Hasbro. A empresa também confirmou o desenvolvimento de quatro novas franquias, entre elas March of Giants, adquirido recentemente.

O diretor executivo Yves Guillemot afirmou que a indústria de jogos de grande porte ficou mais competitiva, com custos mais altos e maior dificuldade para criar novas marcas.

Segundo ele, quando um jogo desse nível tem sucesso, o retorno financeiro pode ser muito alto. Dentro desse cenário, a Ubisoft decidiu mudar sua forma de trabalhar para voltar a crescer com mais estabilidade.

Ele também disse que a empresa revisou o planejamento para os próximos três anos e acelerou ações para reduzir custos e ajustar o tamanho da equipe, com o objetivo de formar uma estrutura mais focada e eficiente no longo prazo.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.