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Sword Sage: Awakening tem combate promissor, mas ainda precisa de ajustes

Sword Sage: Awakening traz combate rápido com bloqueios direcionais e armas que desgastam, misturando mitologia e tecnologia, mas ainda tem ajustes antes do lançamento em 2027.
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Sword Sage: Awakening, da Sword Panda Games, ainda tem vários pontos a ajustar, como já era de se imaginar em um jogo com lançamento previsto para 2027.

Mesmo assim, a demonstração da gamescom 2026 apresentou boas ideias para o combate. São mudanças na fórmula de RPG de ação inspirada nos jogos da FromSoftware, hoje bastante comum.

O evento também teve jogos de séries conhecidas, como Final Fantasy VII Revelation, Castlevania: Belmont's Curse e Crazy Taxi: World Tour.

Houve espaço para remakes, como Persona 4 Revival, e projetos inéditos, caso de Guns of Eschaton e Stupid Never Dies.

Testar esses projetos costuma ser mais interessante do que jogar continuações que evitam riscos. Em jogos inéditos, os estúdios tendem a arriscar mais nas decisões criativas.

Sword Sage: Awakening faz parte desse grupo. Apesar do estado ainda inacabado, suas mecânicas dão motivos para acompanhar o desenvolvimento nos próximos meses.

Sword Sage: Awakening

Uma aventura com elementos míticos e tecnológicos

A sessão, acompanhada pelo site Wccftech, apresentou brevemente Pei Sanniang, discípula da Seita Yuangong. Ela está no início de uma jornada em que terá de lutar contra feras antigas.

O mundo combina elementos míticos e tecnológicos. Já nos primeiros minutos, controlar a personagem passa uma sensação familiar, coerente com as cenas divulgadas até aqui.

Os primeiros combates, porém, mostram diferenças na forma como Sword Sage: Awakening trata algumas mecânicas centrais dos RPGs de ação.

Sem barra de fôlego, mas com desgaste das armas

O jogo não terá uma barra de fôlego. A ausência é bem-vinda, ainda mais depois da experiência com Mortal Shell II, que agradou mais do que se imaginava.

Isso não significa que seja possível atacar sem parar. As duas armas que Pei pode usar têm uma barra de durabilidade, consumida tanto nos ataques quanto nos bloqueios.

Quando essa barra acaba, é preciso trocar para a outra arma equipada. A arma desgastada passa, então, por um curto período de espera.

Essa dependência de duas armas lembra, de início, os jogos de alta dificuldade da Team NINJA, como a série Nioh. Com mais tempo de jogo, a possível influência de Wo Long: Fallen Dynasty fica mais evidente.

Bloqueios direcionais dão ritmo às lutas

A semelhança com Wo Long aparece na estrutura dos cenários, com diferenças de altura na medida certa, e no foco em opções de defesa além da esquiva.

Em vez de usar o sistema tradicional de aparar golpes, a Sword Panda Games optou por uma espécie de bloqueio direcional.

Nele, o jogador precisa acionar comandos de direção para evitar os ataques inimigos e contra-atacar. Na versão testada, a mecânica funciona bem.

As batalhas contra chefes ficam bastante intensas, já que esse sistema ajuda a manter a pressão sobre o adversário mesmo durante a defesa.

O jogo também terá personalização de equipamentos que vai além do aumento de atributos, além de habilidades especiais próprias de cada arma.

Com esses recursos, a perspectiva é de um combate bastante acelerado, mais próximo dos jogos de ação tradicionais do que dos RPGs de ação modernos inspirados na série Souls.

Sword Sage: Awakening

Sword Sage: Awakening ainda tem muitos elementos inacabados, mas algumas mudanças no combate são promissoras. Dificilmente será um jogo revolucionário.

Com mais ajustes na fórmula, pode se tornar um bom RPG de ação para quem gosta do gênero. O lançamento está previsto para 2027 no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.