A Valve falou bastante sobre seus novos equipamentos — Steam Machine, Steam Frame e Steam Controller — mas o ponto que mais causou curiosidade foi o preço.
Em conversa com o IGN, o engenheiro de hardware da empresa, Yazan Aldehayyat, comentou que a Steam Machine, o PC que se parece muito com o GameCube, deve sair por um valor que bate de frente com o custo de montar um computador com peças parecidas.
Segundo ele, quem tentar montar um PC com desempenho e recursos parecidos deve esbarrar num valor parecido, o que coloca a Steam Machine como uma alternativa que pode fazer sentido para quem busca algo pronto, sem ter que lidar com peças, upgrades e compatibilidade.
Aldehayyat contou que isso foi levado em conta em cada decisão de hardware e recursos, justamente para deixar o aparelho mais acessível para quem quer entrar no mundo dos jogos de PC sem complicar.
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Montar um PC no Brasil costuma ficar mais caro do que em outros lugares por causa de impostos e peças importadas. Se o Steam Machine chegar com um preço bem calculado, pode virar uma opção interessante.
Em relação a ficha técnica, a parte de vídeo vem com DisplayPort 1.4, que roda 4K a 240 Hz ou 8K a 60 Hz, com suporte a HDR, FreeSync e ligação em cadeia. Já o HDMI 2.0 segura 4K a 120 Hz, também com HDR, FreeSync e CEC.
Nas entradas USB, há duas portas USB-A 3.2 Gen 1 na frente, duas USB-A 2.0 atrás e uma USB-C 3.2 Gen 2 na parte traseira. Para rede com cabo, o aparelho vem com Ethernet Gigabit. O gabinete tem 17 LEDs RGB que também funcionam como indicadores internos de uso.
As medidas são bem compactas: 152 mm de altura (148 mm sem os pés), 162,4 mm de profundidade e 156 mm de largura. O peso é de 2,6 kg, então não ocupa muito espaço na sala e pode ser movido facilmente.
No software, o sistema é o SteamOS 3 baseado em Arch, rodando com interface KDE Plasma, algo já conhecido pelos usuários do Steam Deck. O processador é um AMD Zen 4 semi-custom com 6 núcleos e 12 threads, chegando a até 4,8 GHz e usando 30W de TDP.
A placa de vídeo segue o mesmo caminho, uma AMD RDNA3 semi-custom com 28 unidades de computação, rodando a até 2,45 GHz e TDP de 110W. A memória junta 16 GB de RAM DDR5 com mais 8 GB de VRAM GDDR6.
A fonte é interna e funciona em 110 a 240V, o que é bom para o Brasil porque elimina preocupação com padrão de tomada ou uso de fonte externa sensível.
O armazenamento chega em dois modelos: um com SSD NVMe de 512 GB e outro com 2 TB, os dois com slot para microSD rápido.
Na parte de conexões sem fio, o aparelho vem com Wi-Fi 6E (2x2) e Bluetooth 5.3 com antena própria. Também existe um receptor interno de 2.4 GHz para o Steam Controller.
A Valve explicou que decidiu essas configurações com base na pesquisa de hardware do Steam, mirando desempenho em 4K a 60 Hz nos jogos da plataforma usando técnicas de upscaling.
O pessoal do Digital Foundry visitou a empresa e contou que, nos testes iniciais, Cyberpunk 2077 rodou a 1440p a 60 FPS com upscaling para 4K, mas caiu para 30 FPS quando o recurso de reflexos com ray tracing e sombras de sol foi ligado.
Segundo eles, o Steam Machine parece ficar entre um Xbox Series S e um PlayStation 5, possivelmente mais perto do PS5. Hoje, o Xbox Series S de 512 GB custa cerca de R$ 2.800, enquanto o PlayStation 5 digital sai por algo em torno de R$ 2.790.
Os dois tiveram aumento recente por causa de tarifas. Para a Valve competir com eles, não basta mirar apenas quem compara com um PC, já que computador costuma ficar mais caro.
O mínimo esperado é que o preço do Steam Machine fique abaixo do PlayStation 5 Pro, que está em R$ 5.500 e tem hardware bem mais forte no papel.








