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Samsung mira mercado chinês de smartphones com memória da CXMT, mas conta não fecha

Samsung busca oportunidade no mercado chinês de smartphones com DRAM de baixo custo.
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Com as marcas chinesas de smartphones cortando remessas por causa da escassez de DRAM, a Samsung teria colocado o olho numa oportunidade de crescer num mercado onde nunca conseguiu emplacar.

Um novo relatório diz que a coreana vai usar chips DRAM da CXMT, supostamente mais baratos. O problema é que essa parte da história não bate com a realidade.

Chips da CXMT não são baratos, mas a Samsung ainda tem uma janela aberta na China

Segundo a Asia Times, a Samsung estaria avaliando o uso de DRAM chinesa "de baixo custo" para atacar a faixa de entrada e intermediária do mercado de smartphones.

Como as concorrentes locais não têm motivo para aumentar remessas em meio à alta no custo de memória, seria uma chance e tanto para Samsung ganhar espaço no maior mercado de celulares do mundo em volume.

De acordo com a IDC, a participação da gigante coreana no mercado chinês de smartphones é de apenas 0,1%, enquanto a Apple, sua maior rival nessa disputa, foi subindo aos poucos até ficar em segundo lugar, com 18,1% de participação, atrás da Huawei.

Normalmente os fornecedores chineses são sinônimo de preço baixo para quem compra, mas no caso da DRAM isso simplesmente não se aplica.

O relatório nem chega a citar a CXMT como parceira confirmada da Samsung, mas uma coisa é certa, chips DRAM baratos não fazem parte do pacote.

A própria Apple já andou de olho numa parceria com a fabricante chinesa de memória, só que o objetivo não é economizar, e sim reduzir risco de fornecimento, já que boa parte das remessas da CXMT está sendo consumida por clientes do setor de IA.

Preço da CXMT é maior, não menor

Comparando os preços, a CXMT cobra mais caro que a Samsung por memória DDR5, e como a coreana precisaria de volumes menores para abastecer seus aparelhos na China, é bem provável que pague um preço ainda mais salgado por uma quantidade menor de chips.

Nem a Huawei, líder do mercado chinês de smartphones, conseguiu qualquer tipo de desconto, mesmo sendo parceira local.

Aliás, um caso relatado antes mostrou que CXMT e Huawei vivem uma disputa de forças, com a fabricante de memória usando sua posição atual para cobrar preços que a própria Huawei considera fora da realidade.

Diante do tratamento dado à Huawei, a pergunta que fica é: o que a Samsung teria de diferente para conseguir condição melhor, ainda mais com uma fatia de mercado tão pequena?

Dinheiro não resolve tudo

Dinheiro? A Samsung provavelmente tem bilhões em caixa, mas nada perto do que os clientes de IA colocam na mesa para fechar negócio com a CXMT.

Só a parceria com a Tencent já rendeu à CXMT um contrato de US$ 3 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 16 bilhões na cotação atual, o que praticamente descarta a ideia de que qualquer valor oferecido pela Samsung seria suficiente para arrancar desconto em memória.

No fim das contas, o relatório saiu de um veículo coreano, então não é motivo de surpresa ver esse tipo de discurso favorável à posição da Samsung.

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