Remake de Gothic ganha data oficial e chega em junho de 2026

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O remake de Gothic já tem data para chegar ao público. A Embracer Group confirmou que o jogo será lançado mundialmente em 5 de junho de 2026.

Segundo a empresa, o projeto precisa de mais tempo de ajustes antes da estreia. O anúncio foi feito junto com a divulgação de um novo marco de vendas de Kingdom Come: Deliverance II.

A ideia de refazer Gothic começou a ganhar força há seis anos, quando uma versão de demonstração foi liberada ao público para medir o interesse dos jogadores. Mesmo com críticas a alguns pontos do teste, a resposta foi positiva.

Depois disso, a Embracer criou o estúdio Alkimia Interactive, que desde então trabalha no remake. O novo Gothic não é apenas uma versão em alta definição. O projeto foi tratado como uma recriação completa do jogo original.

Em uma série de vídeos sobre os bastidores, o estúdio contou que precisou decidir o que manter fiel ao clássico e o que deveria ser ampliado ou atualizado.

Elementos como o mundo aberto imersivo, personagens marcantes e interações entre sistemas foram preservados. Ao mesmo tempo, a equipe buscou corrigir falhas na história, inconsistências e conteúdos que ficaram inacabados no passado.

Para ajudar nesse processo, o roteirista Mattias Filler, que participou dos jogos originais, foi contratado para contribuir com uma visão mais fiel à obra.

Na parte visual, o estúdio optou por não simplesmente atualizar os gráficos antigos. A meta foi criar cenários mais realistas, mantendo o clima de fantasia sombria.

A direção de arte foi inspirada na pintura barroca, com referências como Caravaggio, Diego Velázquez, Claude Lorrain, Nicolas Poussin, David Teniers the Younger, Hubert Robert e Petrus van Schendel.

Técnicas como o uso forte de luz e sombra e cenários com ruínas e ambientes noturnos serviram como base para o estilo do remake. O conteúdo também foi ampliado.

Cerca de 20% a 25% das missões secundárias são inéditas, além de expansões em tarefas já conhecidas, com novos caminhos e soluções.

Áreas antes vazias ganharam atividades, masmorras ficaram mais detalhadas e surgiram rotas alternativas, como entradas diferentes para o castelo de Gomez. Partes cortadas do jogo original estão sendo recuperadas e adaptadas.

Os diálogos mantêm o tom direto e informal que marcou o primeiro Gothic, com conversas mais próximas da fala cotidiana do que de um discurso medieval formal.

A localização em inglês recebeu atenção especial para preservar o estilo presente nas versões em alemão, polonês e russo. A narrativa foi ampliada para corrigir furos, melhorar o ritmo dos capítulos finais e aprofundar tramas que antes pareciam apressadas.

Um dos pontos mais trabalhados é a cultura dos Orcs. No jogo antigo, eles apareciam quase sempre como inimigos. Agora, o remake explora melhor sua importância na Guerra Orc, conflito que levou à criação da colônia penal e da barreira mágica.

A equipe desenvolveu até mesmo um idioma próprio para os Orcs, com sons mais ásperos e gramática inspirada em idiomas do Leste Asiático, como chinês, tailandês e vietnamita.

O mundo do jogo reage de forma mais visível aos acontecimentos da história. Eventos importantes alteram o ambiente e a rotina dos personagens não jogáveis. A simulação diária continua ativa mesmo quando o jogador não está por perto.

Isso permite, por exemplo, encontrar templários viajando entre o acampamento da Seita e a Mina Antiga, algo que não acontecia antes. Personagens podem presenciar crimes, reagir a invasões de área e interagir com objetos jogados.

Também surgem situações dinâmicas, como discursos de Baal Parvez no Acampamento Velho para recrutar novos seguidores. O sistema de armaduras mudou.

Em vez de conjuntos fixos ligados às guildas, agora há um caminho de melhorias personalizadas. É possível ajustar peças com elementos visuais e propriedades diferentes, mantendo a identidade da facção escolhida.

Novas habilidades ampliam a exploração. A escalada funciona de forma parecida com The Legend of Zelda: Breath of the Wild, mas restrita a áreas específicas.

Mergulho virou uma habilidade que evolui com o uso, permitindo explorar regiões submersas e coletar itens debaixo d'água.

A dificuldade continua alta. O combate mantém o estilo exigente do original, e o jogador pode enfrentar inimigos muito fortes desde o início, se quiser.

A exploração valoriza a sensação de estar perdido, com noites mais escuras e clima pesado, mesmo usando tochas ou magia de luz. O comércio agora funciona de forma dinâmica.

Mercadores negociam entre si e transformam itens em minério para manter a circulação de recursos. Isso evita que o jogador concentre toda a economia do jogo.

O designer econômico do estúdio analisou o funcionamento do título antigo para corrigir falhas que apareciam nos capítulos finais.

A ideia é controlar melhor o equilíbrio até o sexto capítulo, ainda que a estabilidade total seja impossível em um sistema fechado.

Receitas de criação evoluem conforme o investimento do jogador, e fabricar itens também ajuda a converter materiais em minério.

O clima varia com intensidade do sol, mudanças de cor no céu, nuvens, chuva com níveis diferentes, tempestades com relâmpagos e neblina após o mau tempo.

A trilha sonora usa camadas que se adaptam aos eventos do jogo, evitando repetição constante. O compositor tratou cada cena como se estivesse pintando um quadro, associando instrumentos a elementos visuais e emoções específicas.

Nos bastidores, o estúdio afirma que criou um estilo artístico e sistemas pensados não apenas para este remake, mas como base para uma nova fase da franquia Gothic.

A continuidade dessa ideia vai depender do desempenho do primeiro lançamento. O remake de Gothic chega ao mercado em 5 de junho de 2026.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.