MSI lança recurso GPU Safeguard+ para proteger placas de vídeo com conector de 16 pinos

Imagem de: MSI lança recurso GPU Safeguard+ para proteger placas de vídeo com conector de 16 pinos

A MSI apresentou novos recursos de segurança para fontes com conector de 16 pinos na linha AI PSU. Entre as novidades está o GPU Safeguard+, criado para ajudar a proteger a placa de vídeo contra falhas e danos causados por problemas no cabo 12V-2x6, também conhecido como conector de 16 pinos.

A atualização mais recente do MSI Afterburner recebeu suporte tanto para a nova placa de vídeo RTX 5090 Lightning Z quanto para as novas fontes da linha AI.

Além disso, o HWINFO também recebeu compatibilidade com esses modelos de fonte. No Afterburner, um novo algoritmo de segurança identifica funcionamento anormal no conector de 16 pinos.

Quando algum problema é detectado, o sistema reduz automaticamente o limite de energia da GPU para 75%. Isso vale para todas as placas da série RTX 50 que utilizam esse conector, e não apenas para a RTX 5090.

MSI Afterburner 4.6.7

No caso da RTX 5090, que tem TDP padrão de 575W, a redução leva o consumo para cerca de 430W. Ao mesmo tempo, o programa exibe um aviso na tela orientando o usuário a verificar o cabo.

Se o erro continuar, a recomendação é substituir o cabo por outro mais novo. O recurso GPU Safeguard+ funciona em conjunto com fontes como a MSI MPG Ai1600TS PCIE5 e a MPG Ai1300TS PCIE5.

Quando há desequilíbrio de corrente entre os pinos do conector 12V-2x6, o sistema envia um comando ao Afterburner para ativar automaticamente o perfil com limite de 75% de energia.

Assim, a carga da GPU cai de 100% para 75%. Em um vídeo de demonstração, a MSI mostra o uso de um cabo 12V-2x6 com defeito.

Ao identificar a falha, o GPU Safeguard+ reduz o limite de energia da NVIDIA RTX 5090 para 75%, baixando o consumo de cerca de 575W para aproximadamente 430W.

O Afterburner também exibe um alerta pedindo a checagem do cabo. O Afterburner também passou a contar com alertas de corrente anormal.

Esses avisos são ativados quando a corrente em qualquer pino do conector 12V-2x6 fica fora do limite definido. O próprio usuário pode configurar essa faixa de tolerância.

Já o HWINFO, na versão beta 8.41 Build 5915, mostra a leitura individual de corrente de cada pino 12V-2x6 nas fontes MSI MPG 1600TS e 1300TS PCIE5.

O software também inclui alertas de corrente anormal, funcionando de forma semelhante ao Afterburner. Outro ponto é o buzzer integrado nas fontes.

Quando uma anomalia é detectada, ele emite um som contínuo por até três minutos. Durante esse período, o usuário pode salvar o que estiver fazendo.

Também é possível configurar alertas visuais no Afterburner e no HWINFO, com aviso em pop-up e indicação de que há algo errado com o conector 12V-2x6.

O mecanismo funciona em etapas. Primeiro, a fonte monitora constantemente sinais de falha, como excesso de corrente em um único pino ou picos de energia que duram mais que alguns milissegundos.

Ao identificar um problema, o sistema ativa a fase inicial de proteção, com alerta sonoro imediato. Nas fontes da linha MPG com GPU Safeguard+, além do som, surge um aviso na tela via MSI Center.

O sinal sonoro pode durar até três minutos. A orientação é desligar o computador imediatamente ou manter pressionado o botão de energia do gabinete por cinco segundos para forçar o desligamento.

Se o usuário não estiver presente, após os três minutos a fonte entra em ação para evitar danos ao hardware. A tela fica preta e o buzzer continua tocando, obrigando o desligamento do sistema.

Nas fontes da linha MAG com GPU Safeguard, o processo é o mesmo: som contínuo e tela preta até que o cabo seja recolocado corretamente e o sistema desligado.

Com esses recursos, a MSI adiciona camadas extras de proteção à placa de vídeo, que costuma ser um dos componentes mais caros do computador.

As novas funções surgem em meio a relatos de conectores de 16 pinos que teriam causado danos ou até superaquecimento em GPUs de alto desempenho.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.