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Qualcomm leva CPU Oryon a 5 GHz com nova arquitetura de cache

Qualcomm lança CPU Oryon de 5 GHz com FlexCache, que redistribui dinamicamente a memória cache entre os núcleos para melhorar desempenho em jogos, multitarefa e IA.
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A Qualcomm divulgou novos detalhes dos núcleos de CPU Oryon, que agora alcançam 5 GHz no núcleo principal. Segundo a empresa, essa é a primeira CPU para dispositivos móveis a atingir essa frequência.

A arquitetura também recebeu mudanças no sistema de cache. A principal delas é o FlexCache, tecnologia que reúne a memória cache disponível em um único conjunto e distribui esse espaço de forma dinâmica entre os núcleos, conforme a carga de trabalho.

Oryon combina frequência de 5 GHz com IPC otimizado

De acordo com a Qualcomm, a frequência de 5 GHz não é o único ponto da nova geração do Oryon. A empresa também trabalhou no IPC, sigla para o número de instruções executadas por ciclo de clock, com foco no desempenho durante o uso real.

Parte desse trabalho está ligada à organização do cache dentro da CPU. Cada núcleo Oryon conta com um cache L1 amplo, usado para manter os dados próximos do núcleo e reduzir a latência durante o processamento.

O cache L2 fica dentro do próprio complexo da CPU. Com isso, uma quantidade maior de dados fica próxima dos núcleos de processamento, reduzindo a necessidade de buscar informações em áreas mais lentas da memória.

FlexCache distribui memória entre os núcleos

A principal mudança na arquitetura de cache é o FlexCache. Em vez de reservar partes fixas da memória cache para diferentes tipos de núcleo, o sistema trabalha com o espaço total como um conjunto compartilhado e flexível.

Na prática, quando uma tarefa mais pesada exige mais recursos, os núcleos principais de alto desempenho podem usar uma parcela maior de todo o cache disponível.

A distribuição muda de acordo com a necessidade de processamento naquele momento. A Qualcomm desenvolveu o FlexCache para cargas que alternam com frequência entre diferentes núcleos da CPU.

Entre os exemplos citados estão multitarefa, jogos em dispositivos móveis e fluxos de IA agêntica formados por várias etapas.

Ao manter os dados mais importantes dentro do complexo da CPU por mais tempo, a arquitetura também reduz a frequência de acessos à memória RAM do sistema, que possui latência maior que o cache interno.