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PS6 portátil pode ser o único com RDNA 5 por exigência de grandes pedidos da AMD

PS6 portátil pode ser o único com chip RDNA 5 sob medida devido ao volume de pedidos exigido pela AMD. Recursos e preço seguem sem confirmação.
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O suposto PS6 portátil da Sony pode ser o único aparelho da categoria com um chip RDNA 5 desenvolvido sob medida. A informação vem de comentários atribuídos a Richard Leadbetter, da Digital Foundry.

Essa possível vantagem teria relação com o volume de pedidos exigido pela AMD. Não seria, portanto, resultado de um contrato que impedisse concorrentes de usar a próxima geração de sua tecnologia gráfica.

Entre esses rivais estão o Steam Deck 2, da Valve, e o suposto Xbox portátil, que teria lançamento previsto para o fim de 2027.

Na edição mais recente do podcast Digital Foundry Direct, exclusiva para assinantes do Patreon, Leadbetter teria feito o seguinte comentário:

"Houve algumas conversas nos bastidores de que a Sony teria uma espécie de exclusividade do RDNA 5 para portáteis com seu futuro aparelho."

Volume de produção pode favorecer a Sony

Segundo os relatos, a AMD estaria mais seletiva ao destinar equipes de engenharia ao desenvolvimento de processadores personalizados para produtos de nicho.

Kepler_L2, conhecido por vazamentos sobre a AMD, já havia dito que a Microsoft precisaria se comprometer com a compra de pelo menos 10 milhões de chips.

Essa seria a condição para a AMD desenvolver um processador específico para o Xbox portátil, um volume considerado pouco provável. A previsão de produção do aparelho da Sony poderia tornar o projeto mais interessante para a AMD.

Se essas informações estiverem corretas, a empresa poderia ficar com o único chip RDNA 5 feito especificamente para um portátil, enquanto os concorrentes usariam a arquitetura anterior, RDNA 4.

O que o RDNA 5 pode trazer ao PS6 portátil

Sony e AMD já apresentaram três tecnologias gráficas de nova geração no Project Amethyst: Neural Arrays, Radiance Cores e Universal Compression.

Esses recursos são amplamente associados ao PlayStation 6 de mesa e à geração de chips gráficos RDNA 5. A presença deles no suposto portátil da Sony, porém, ainda não foi confirmada.

O Neural Arrays faz grupos de unidades de processamento trabalharem juntos como uma estrutura maior para tarefas de inteligência artificial.

Isso pode ajudar na reconstrução de imagens e no aumento de resolução, com resultados mais nítidos sem a necessidade de gerar cada pixel na resolução final.

Já os Radiance Cores são componentes dedicados a acelerar ray tracing e path tracing, técnicas que simulam o comportamento da luz nos jogos.

Com isso, efeitos avançados de iluminação poderiam exigir menos processamento. O Universal Compression pode ser especialmente útil em um aparelho que depende de bateria.

O recurso comprime mais tipos de dados gráficos, reduz a quantidade de informações transferidas de e para a memória e melhora o aproveitamento da conexão com ela. Isso pode beneficiar tanto o desempenho quanto o consumo de energia.

Outras mudanças podem melhorar o uso do chip

Além dos recursos do Project Amethyst, o RDNA 5 pode trazer melhorias na execução de shaders, as instruções usadas para gerar os gráficos dos jogos.

Mudanças no compilador, responsável por preparar essas instruções para o chip, indicam maior flexibilidade para executar duas operações compatíveis ao mesmo tempo.

Isso poderia ocorrer com mais frequência e aumentar o desempenho com os recursos de processamento já disponíveis. Kepler_L2 também sugeriu que a AMD poderia incluir um componente para reorganizar tarefas.

A ideia seria reduzir situações em que partes do chip seguem caminhos diferentes de execução, o que pode diminuir sua eficiência. Essa interpretação ainda não foi confirmada.

Em um portátil, com limites de energia, aproveitar melhor o processador pode ser mais útil do que buscar velocidades semelhantes às de chips para computadores de mesa.

Essas mudanças poderiam dar à Sony vantagens em qualidade de imagem e eficiência, mas o RDNA 5, sozinho, não garantiria o sucesso do aparelho.

O PlayStation Vita, portátil mais recente da empresa, fracassou nas vendas, foram cerca de 15 milhões a 16 milhões de unidades, contra aproximadamente 76 milhões do Nintendo 3DS.

O catálogo de jogos e o preço também pesam nesse resultado, e esses detalhes sobre o suposto PS6 portátil ainda são desconhecidos.