O MacBook Neo chama atenção por reunir acabamento de alto nível, chip A18 Pro e bateria com duração que passa facilmente de um dia de uso, algo que ainda não aparece em concorrentes diretos com o mesmo peso.
Com preço inicial de US$ 599 (~R$ 3.100), o modelo despertou o interesse de Steven Sinofsky, ex-chefe do Windows na Microsoft, que vê o notebook da Apple como uma mudança importante na forma como esses dispositivos são pensados.
Ele também comenta os cortes feitos para manter o valor mais baixo e relembra o Surface RT, lançado em 2012 pelo mesmo preço, mas que não teve boa aceitação no mercado.
Em uma publicação na rede X, Sinofsky deu sua visão sobre o MacBook Neo. A comparação com o Surface RT surge de forma natural, já que os dois produtos seguem ideias parecidas, mesmo com resultados bem diferentes.
Para ele, o Neo pode ser visto como um substituto direto do MacBook Air, com um visual mais moderno. Outro ponto citado é o uso de um chip de smartphone dentro de um notebook, algo que ele considera familiar.
Segundo o ex-executivo, esse tipo de proposta já apareceu antes na indústria, mas nem sempre deu certo porque, apesar da ideia ser boa, a execução não acompanhava. Mesmo com preço competitivo, o MacBook Neo tem limitações, como esperado nessa faixa.
Ainda assim, Sinofsky afirma que esses pontos não incomodam no uso e passam quase despercebidos. Na visão dele, o modelo não precisa evoluir muito ao longo do tempo, mas sim manter o nível atual.
Ele também acredita que, dentro de alguns anos, o dispositivo seguirá mais potente que muitos rivais e ainda com preço acessível, o que, segundo ele, mostra como a evolução do hardware continua avançando de forma consistente.
Ao falar do Surface RT, Sinofsky diz que o problema não estava no hardware ou no sistema em si, mas na reação do público.
A proposta da Microsoft era migrar para um novo modelo de aplicativos, mais seguro, eficiente e adaptado ao consumo de energia. Porém, muitos usuários preferiram continuar com o padrão antigo do Windows.
Ele explica que esse modelo anterior não atendia mais às necessidades atuais de segurança e eficiência, já que foi criado para outra época. Desde o início, a ideia era separar o Windows baseado em arquitetura x86 e apostar em ARM como substituto no futuro.
Hoje, com quase seis anos de notebooks da Apple usando chips próprios e com empresas como a Qualcomm entrando nesse mercado, surge a dúvida sobre uma possível nova tentativa da Microsoft nesse segmento.
A empresa pode voltar a investir em dispositivos parecidos com o Surface RT, agora em um cenário mais favorável. O MacBook Neo se destaca por unir desempenho, autonomia de bateria e preço mais baixo em um formato leve.
A análise de Steven Sinofsky mostra que, diferente de tentativas anteriores da indústria, o momento atual parece mais alinhado com esse tipo de proposta, o que pode influenciar novos movimentos das grandes empresas de tecnologia.








