Os modelos de 14 e 16 polegadas do MacBook Pro continuam usando o mesmo sistema de resfriamento das gerações anteriores. A Apple ainda utiliza apenas um heatpipe e dois ventiladores para controlar a temperatura dos chips mais avançados da linha.
Esse conjunto tenta manter o calor sob controle, mas enfrenta limites quando o processador trabalha sob carga intensa. Esse cenário ajuda a explicar por que o chip M4 Max pode alcançar temperaturas muito elevadas.
Em testes de estresse, o processador já chegou a cerca de 110 °C. Com a chegada do novo M5 Max, a empresa fez mudanças na forma como o chip é construído internamente.
A chamada arquitetura Fusion trouxe alterações no empacotamento do processador, o que contribui para reduzir um pouco o calor gerado. Mesmo assim, o novo modelo também pode atingir temperaturas altas quando exigido ao máximo.
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Para avaliar o comportamento térmico dos dois chips, o canal de tecnologia de Matt Talks Tech executou o teste multi-core do software Cinebench.
O objetivo foi observar até que ponto cada processador aquece durante uma carga pesada. O chip M4 Max possui CPU com 16 núcleos, sendo 12 voltados ao desempenho e quatro de eficiência energética.
Já o M5 Max utiliza um arranjo diferente: são 18 núcleos no total, com seis chamados de “super cores” e outros 12 voltados ao desempenho.
Mesmo com mudanças na configuração, os novos núcleos de desempenho trabalham em frequências mais altas que os núcleos de eficiência do M4 Max. Ainda assim, o M5 Max conseguiu manter temperaturas menores e também alcançou uma pontuação superior no teste.
Além da temperatura interna registrada pelos sensores, o canal também mediu o calor na superfície do notebook. O resultado mostrou que o modelo mais recente do MacBook Pro de 16 polegadas permaneceu um pouco mais frio externamente.

No caso do M4 Max, os sensores indicaram temperatura de 113 °C, enquanto a superfície do equipamento chegou a 48,7 °C. Já o M5 Max registrou 105 °C nos sensores internos e 46 °C na parte externa do notebook.
Na prática, isso significa que o M5 Max ainda pode ultrapassar o ponto de ebulição da água quando o processador trabalha sob carga intensa. Mesmo assim, ele opera cerca de 8 °C mais frio que o M4 Max nas mesmas condições.
Esses números indicam que os chips Apple Silicon mantêm alta eficiência energética, mas o sistema de resfriamento dos notebooks pode limitar o controle de temperatura.

Sem mudanças maiores no projeto térmico, a margem de redução de calor permanece pequena. Há relatos de que o futuro iPad Pro pode usar um sistema de câmara de vapor para dissipação de calor.
Até agora, não existe confirmação sobre quando essa tecnologia pode chegar também aos Macs portáteis. Existe expectativa de que a próxima geração do MacBook Pro receba algum tipo de melhoria nesse aspecto.
Os testes indicam que o chip M5 Max consegue reduzir parte do calor observado na geração anterior graças a mudanças na arquitetura e no empacotamento do processador.
Mesmo com essa melhora, as temperaturas continuam altas quando o hardware trabalha no limite. Isso mostra que avanços no sistema de resfriamento dos MacBooks ainda podem fazer diferença para controlar melhor o calor nas próximas gerações.








