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Hasbro aposta em novos jogos e vê futuro com uso de IA na indústria

Hasbro investe no mercado de jogos digitais com foco no longo prazo, desenvolvendo títulos como Exodus e Warlock.
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O CEO da Hasbro, Chris Cocks, participou de um episódio recente do podcast Decoder, do site The Verge, onde comentou sobre novos jogos em desenvolvimento e também sobre o momento atual da indústria.

Durante a conversa, o executivo falou sobre o RPG de ação com temática de ficção científica Exodus, que está sendo criado pela Archetype Entertainment com participação de ex-integrantes da BioWare.

Segundo ele, o jogo vem sendo produzido desde 2019 e a previsão é que chegue ao público no primeiro semestre de 2027. Após testar o projeto, Cocks afirmou estar confiante com o que viu até agora.

Ele também mencionou outro título recente, Warlock, um jogo de ação e aventura em mundo aberto ambientado no universo de Dungeons & Dragons.

Esse segundo lançamento deve acontecer na segunda metade do mesmo ano e está sendo desenvolvido por uma equipe baseada em Montreal. Cocks explicou que a empresa pretende fortalecer seu portfólio de jogos digitais com esses lançamentos.

Ele comentou que, nesse mercado, nem todo projeto gera lucro, já que a chance de sucesso financeiro de um jogo individual costuma ser inferior a 50%. Mesmo assim, quando um título tem bom desempenho, o retorno pode ser alto.

A estratégia da empresa envolve investir com paciência, mesmo que existam perdas no curto prazo, com foco em ampliar a comunidade de jogadores, melhorar a estrutura interna e ganhar experiência na produção de jogos.

O executivo também falou sobre os desafios do setor. Segundo ele, o público continua crescendo, mas em um ritmo moderado, sem grandes saltos. Ao mesmo tempo, surgem novas formas de consumo e categorias de jogos, enquanto os custos de produção seguem aumentando.

Para criar um jogo de grande porte, conhecido como AAA, o esforço mínimo pode chegar a mil anos de trabalho somados entre profissionais. Diante desse cenário, Cocks comentou que as empresas precisam repensar a forma de montar suas equipes.

Em vez de concentrar contratações em cidades tradicionais dos Estados Unidos, como polos tecnológicos, ele citou a possibilidade de buscar profissionais em regiões como Sudeste Asiático, China e Europa Oriental, combinando esses talentos com equipes que conhecem bem o mercado onde o jogo será lançado.

Outro ponto abordado foi o uso de inteligência artificial. Ele reconheceu que parte dos jogadores ainda vê a tecnologia com resistência quando aplicada diretamente aos games.

Mesmo assim, acredita que, com o tempo, alguém vai encontrar uma forma de usar IA com qualidade, tornando os jogos mais interessantes e divertidos.

Cocks esclareceu que, no momento, nem a Hasbro nem a Wizards of the Coast utilizam inteligência artificial no desenvolvimento de jogos como Exodus e Warlock, nem em marcas como Magic: The Gathering e D&D.

Por outro lado, a empresa já aplica a tecnologia na fase inicial de criação de brinquedos baseados em suas propriedades.

Nesse caso, a IA gera várias ideias, mas apenas uma pequena parte se destaca. Quando isso acontece, o resultado pode ser aproveitado com um custo muito baixo.

Diante disso, podemos ver que a Hasbro segue investindo no mercado de jogos digitais com foco no longo prazo, enquanto avalia mudanças na forma de produzir e acompanha o avanço da inteligência artificial como uma possível ferramenta futura.

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