O governo dos Estados Unidos anunciou a criação de um novo conselho voltado para ciência e tecnologia. O grupo reúne líderes do setor de inteligência artificial para aconselhar o presidente Donald Trump sobre decisões estratégicas relacionadas ao futuro tecnológico do país.
A iniciativa foi oficializada por meio da criação do President's Council of Advisors on Science and Technology (PCAST), de acordo com um comunicado divulgado pela Casa Branca.
O novo conselho foi estruturado para atuar como órgão consultivo em temas ligados à ciência, inovação e tecnologia.
A proposta surge em um momento em que a inteligência artificial ganha espaço rapidamente e passa a influenciar áreas econômicas, políticas e sociais.
Esse crescimento acelerado cria novas oportunidades, mas também gera desafios para governos, empresas e trabalhadores.
O PCAST será liderado por David Sacks, conhecido como o "czar da IA" do governo, ao lado de Michael Kratsios, conselheiro científico do presidente dos Estados Unidos. O grupo contará com nomes de peso da indústria tecnológica.
Entre eles estão Jensen Huang, CEO da NVIDIA; Lisa Su, CEO da AMD; e Mark Zuckerberg, CEO da Meta. A presença desses executivos indica uma representação ampla do setor de tecnologia dentro do conselho.
— White House OSTP 47 (@WHOSTP47) March 25, 2026
Durante a gestão de Donald Trump, o PCAST terá como foco principal avaliar oportunidades e desafios criados por tecnologias emergentes. A adaptação da força de trabalho americana à inteligência artificial também será discutida.
O objetivo é criar estratégias que favoreçam o crescimento econômico e a competitividade dos Estados Unidos no cenário global de inovação. O conselho poderá contar com até 24 membros.
Novos participantes devem ser anunciados em breve, juntamente com detalhes sobre a primeira reunião oficial do grupo. Um dos principais desafios enfrentados pelo governo dos EUA envolve a regulamentação da inteligência artificial.
O debate não envolve apenas o uso da tecnologia, mas também a construção de data centers e o consumo de energia necessário para manter essas estruturas.
Esse tema ganhou destaque recentemente após a apresentação de um projeto de lei pelo senador Bernie Sanders e pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez.
A proposta busca interromper a construção de novos data centers, que foram apontados como uma ameaça ao setor energético do país. Ao mesmo tempo, há discussões dentro do cenário político sobre a exportação de chips avançados.
Segundo Jensen Huang, alguns grupos políticos, conhecidos como "China hawks", defendem restrições mais rígidas ao envio de semicondutores dos Estados Unidos para países considerados rivais estratégicos.

Meses antes da criação do conselho, o governo Trump apresentou o AI Action Plan. O plano tratou de temas como modelos de código aberto, infraestrutura soberana, diplomacia tecnológica e outros pontos ligados à inteligência artificial.
Apesar disso, ainda existem questões regulatórias pendentes que devem ser discutidas nos próximos meses. Outro ponto que chamou atenção foi a ausência de nomes conhecidos do setor de IA na lista inicial do conselho.
Executivos como Sam Altman e Elon Musk, frequentemente associados ao desenvolvimento da inteligência artificial, não foram incluídos na formação inicial do grupo.
A criação do PCAST indica que o governo dos Estados Unidos busca ampliar o diálogo com empresas de tecnologia para definir políticas sobre inteligência artificial.
A presença de líderes da NVIDIA, AMD e Meta sugere uma abordagem voltada para infraestrutura, chips e plataformas digitais.
Ao mesmo tempo, o debate sobre energia, exportação de tecnologia e regulamentação deve influenciar as decisões futuras.
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O conselho surge como uma tentativa de organizar a estratégia americana diante da rápida expansão da inteligência artificial e da competição internacional.







