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Google pode escolher Intel para nova geração de chips TPU, diz analista

Google pode usar Intel em fabricação de chips TPU. Tecnologia EMIB-T da Intel pode influenciar pedidos do Google, mas rendimento de produção ainda gera cautela.
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Rumores indicam que o Google estaria interessado em usar a Intel na fabricação da próxima geração dos chips TPU (Tensor Processing Unit).

Com isso, o analista Ming-Chi Kuo comentou o assunto e disse que o rendimento de produção será um dos pontos mais importantes nessa decisão.

Segundo ele, o Google também passou a buscar mais redução de custos no desenvolvimento da TPU de próxima geração, chamada Humufish.

Afinal, economizar alguns milhões no setor de chips virou quase um esporte olímpico entre as gigantes da tecnologia.

Tecnologia EMIB-T da Intel pode influenciar pedidos do Google

A tecnologia de empacotamento EMIB-T da Intel, sigla para Embedded Multi-die Interconnect Bridge Through Silicon Vias, usa uma espécie de "ponte" integrada ao substrato do pacote do chip.

Já soluções mais tradicionais usam um interposer de silício, responsável por transferir sinais entre o chip e a placa.

Segundo a Intel, o EMIB ajuda a reduzir custos em comparação com soluções que usam interposers, além de possibilitar pacotes de chips maiores.

A versão EMIB-T é uma variação dessa tecnologia e melhora a condução elétrica usando TSVs (Through Silicon Vias). Os TSVs funcionam como conexões verticais que ligam diretamente o chip à estrutura conectada à placa.

Com isso, o sistema evita uma limitação do EMIB tradicional, em que a corrente elétrica precisa contornar a ponte integrada.

Intel EMIB-M EMIB-T Tecnologia Avançada de Embalagem para Fundição

Rendimento de produção ainda gera cautela

De acordo com Kuo, o rendimento atual de 90% da tecnologia EMIB-T é um sinal positivo para a Intel, mas ainda precisa ser acompanhado de perto. Isso porque a empresa teria definido uma meta de 98% para o processo.

Esse número foi baseado nos padrões usados na produção de chips FCBGA (Flip Chip Ball Grid Array), já que o EMIB é tratado como uma extensão dessa tecnologia.

O analista também comentou que subir de 90% para 98% é muito mais difícil do que sair de 0% para 90%. Além disso, ele disse que os 90% divulgados atualmente representam um resultado de validação, e não um índice obtido em produção em larga escala.

Por isso, Kuo acredita que o cenário ainda exige cautela. Segundo o analista, o Google acompanha esses números porque quer competir com a NVIDIA usando estratégias para reduzir custos.

Isso também teria levado a empresa a conversar com a TSMC sobre possíveis economias caso o Google envie diretamente o design principal do Humufish para fabricação, sem depender da parceria com a MediaTek.

O chamado tape-out é a etapa final do desenvolvimento de um chip, quando o projeto completo é enviado para a fabricante iniciar a produção.

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