Fortnite soma 30 gigawatts em poder de PCs e consoles dos jogadores

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O jogo Fortnite movimenta uma base de jogadores tão grande que, somando a capacidade de processamento dos computadores e consoles usados pelo público, o total chega a números comparáveis aos de grandes centros de dados ao redor do mundo.

Durante uma fala sobre um acordo entre a AMD e a Meta, que envolve compromissos de processamento estimados em até 6 gigawatts, o CEO da Epic Games, Tim Sweeney, comentou que apenas os jogadores de Fortnite consomem algo em torno de 30 gigawatts em capacidade computacional.

Segundo ele, trata-se da maior base de energia voltada a games já registrada. Esse número, porém, tem pontos que precisam ser entendidos.

Os 30 gigawatts não representam uso simultâneo real. O cálculo considera a soma da capacidade de hardware de toda a base de jogadores, e não o consumo ativo ao mesmo tempo.

Além disso, a comparação com o setor de inteligência artificial não é direta, já que as tarefas executadas em jogos são diferentes das cargas de trabalho usadas em IA.

Mesmo com essas diferenças, o dado ajuda a mostrar o tamanho que o Fortnite alcançou ao longo dos anos. O jogo conta com cerca de 650 milhões de contas registradas no mundo e entre 110 e 120 milhões de usuários ativos por mês.

Com base nessa quantidade de jogadores e na estimativa média de capacidade de processamento por usuário mencionada pelo executivo, o total de 30 gigawatts é compatível com a soma geral do parque de máquinas utilizadas.

Se fosse possível reunir toda essa potência em operação ao mesmo tempo, o consumo de energia seria extremamente alto, algo difícil de imaginar na prática. Ainda assim, o número chama atenção para a força do mercado de games na evolução do hardware.

Empresas como AMD e NVIDIA tiveram durante muitos anos o público gamer como principal motor de crescimento antes da popularização de ferramentas como o ChatGPT, que ampliaram a corrida por infraestrutura voltada à inteligência artificial.

O caso de Fortnite mostra como os jogos ajudaram a impulsionar o avanço de placas de vídeo, processadores e consoles ao longo do tempo.

A soma do poder de processamento dos jogadores de Fortnite atinge um patamar comparável ao de grandes operações de tecnologia.

Mesmo que o número não represente uso simultâneo real, ele ajuda a dimensionar o tamanho da comunidade do jogo e o peso que o setor de games tem na evolução do hardware moderno.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.