A Samsung já mostrou que tem capacidade para desenvolver e fabricar chips avançados usando seus processos mais recentes.
Segundo informações recentes, o desenvolvimento do Exynos 2700 segue dentro do cronograma e sem contratempos registrados.
Ainda assim, o bom andamento do futuro chip fabricado no processo GAA de 2 nanômetros não reflete a situação de toda a divisão responsável pelos semicondutores da empresa.
Um novo relatório indica que a área de SoCs da fabricante sul-coreana continua passando por dificuldades financeiras.
Sensores de imagem sustentam resultados da divisão
O presidente e chefe da unidade System LSI, Park Yong-in, realizou uma reunião rápida para discutir a situação do setor.
De acordo com o jornal Chosun, ele informou que a unidade registrou vendas recordes no primeiro trimestre do ano. Mesmo assim, a expectativa é de fechar o ano com prejuízo devido à queda na demanda.
Segundo o executivo, os sensores de imagem e os semicondutores para sistemas concentram a maior parte da receita da divisão. Já a linha Exynos continua contribuindo para as perdas financeiras.
Exynos 2700 segue no cronograma
Isso não significa que o Exynos 2700 esteja apresentando problemas. Park comentou que o desenvolvimento do chip segue normalmente, com o objetivo de equipar modelos topo de linha da Samsung.
O principal motivo para os prejuízos da divisão de chipsets está ligado à dificuldade da empresa em aumentar os rendimentos de fabricação do processo GAA de 2 nanômetros.
Atualmente, a taxa de aproveitamento dessa tecnologia é estimada em cerca de 60%, percentual considerado insuficiente para atrair encomendas de clientes externos.
Na prática, isso significa que cada wafer produzido gera uma quantidade menor de unidades funcionais do Exynos 2700, aumentando os custos e as perdas.
Maior presença na linha Galaxy S27 pode ampliar desperdícios
As estimativas apontam que o futuro chip da Samsung estará presente em cerca de 50% dos aparelhos da linha Galaxy S27 no próximo ano.
Para comparação, a participação atual seria de aproximadamente 25%. Apesar do aumento na utilização do Exynos representar um avanço para a empresa, existe um ponto negativo.
Quanto maior o volume de produção do Exynos 2700, maior também tende a ser a quantidade de unidades defeituosas geradas nos wafers de 2 nanômetros, considerando os níveis atuais de rendimento do processo.
Esses chips com defeito acabam sendo descartados, o que ajuda a explicar as perdas registradas pela unidade System LSI.
Recuperação depende do desempenho do Exynos 2700
Ainda assim, existe uma possibilidade de mudança nesse cenário. Caso o Exynos 2700 consiga competir em desempenho com o A20 Pro, o Dimensity 9600 e o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro, a Samsung poderá recuperar parte da confiança do mercado.
Com isso, a empresa teria mais chances de receber novos pedidos relacionados ao processo GAA de 2 nanômetros, fortalecendo seu negócio de semicondutores.
Apesar dessa possibilidade, a situação ainda exige mudanças importantes. Park informou que está avaliando diferentes alternativas para melhorar os resultados da divisão e reduzir os prejuízos.
