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CXMT pode iniciar transição da DRAM 1c para a 1d com arquitetura 4F²

CXMT planeja memória DDR5 com arquitetura 4F² para 2026. A tecnologia pode iniciar a passagem da DRAM 1c para a 1d.
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A CXMT planeja lançar uma memória com arquitetura de células 4F² até o fim de 2026. Com essa mudança, a empresa passaria do processo de fabricação de DRAM 1c para o 1d, mas ainda há dúvidas sobre sua capacidade de produzir chips sem defeitos em quantidade suficiente para começar as vendas neste ano.

Os planos tiveram grande repercussão nos últimos dias e já provocaram uma forte queda no KOSPI, índice da bolsa da Coreia do Sul.

Analistas e investidores avaliam a possibilidade de a fabricante superar concorrentes até então mais bem posicionadas.

CXMT prevê memória DDR5 RDIMM com arquitetura 4F² em 2026

O presidente da CXMT, Dr. Cao Kanyu, falou recentemente sobre os avanços da empresa na arquitetura DRAM 4F² durante a 4ª Conferência de Chips Integrados e Chiplets, em Xangai. Ele também abordou outras tecnologias, como a ligação híbrida de componentes, conhecida como hybrid bonding.

Durante a apresentação, Kanyu disse que a CXMT vai lançar um módulo de memória DDR5 RDIMM com células 4F² até o fim de 2026. O prazo fica cerca de dois anos à frente do cronograma da Samsung para a adoção dessa arquitetura.

Como a arquitetura 4F² reduz a área das células de memória

Cada célula de memória tem um transistor e um capacitor. Na arquitetura 4F², esses componentes ficam organizados na vertical, em vez de lado a lado. Isso reduz a área que cada célula ocupa na superfície do chip.

A célula passa a ocupar uma área quadrada equivalente a quatro vezes o quadrado da menor dimensão do processo de fabricação, ou 4 × F².

A estrutura tem exatamente duas linhas de bits e duas linhas de palavras, conexões usadas para operar os transistores de cada célula.

Só essa mudança reduziria a área das células de DRAM em 30% a 40% e aumentaria a densidade de células em cada chip em 30% a 50%.

Produção ainda gera dúvidas sobre a transição para a DRAM 1d

Apesar da redução de área, a adoção da arquitetura 4F² ainda passa por dificuldades. O especialista em semicondutores Fred Chen disse que o projeto deixa pouco espaço para acomodar as espessuras de quatro partes da célula: a camada isolante do capacitor, a porta do transistor, a camada isolante dessa porta e o corpo do transistor.

Segundo Chen, se a CXMT resolver esses problemas, poderá reduzir as dimensões de seu processo de fabricação de DRAM e passar da geração 1c para a 1d.

Alguns analistas, porém, ainda duvidam de que a empresa consiga realizar essa tarefa. Samsung, Micron e SK hynix tentam viabilizar a produção comercial da arquitetura 4F² há dez anos, sem grandes avanços na proporção de chips fabricados sem defeitos.

A CXMT tem cerca de 300 patentes relacionadas à arquitetura 4F² e unidades de demonstração em funcionamento desde pelo menos 2023. Com esses avanços, a empresa pode conseguir cumprir seus planos.