A Capcom divulgou novos detalhes sobre o desenvolvimento de Pragmata, jogo de tiro em terceira pessoa com puzzles e ambientação sci-fi.
O título chega em 17 de abril de 2026, uma semana antes da data anterior, 24 de abril, anunciada durante o The Game Awards 2025.
Com a proximidade do lançamento, novos vídeos e prévias começaram a aparecer, trazendo informações inéditas sobre a construção do cenário do jogo.
Uma dessas prévias foi publicada pelo site japonês 4Gamer e identificada pelo portal Automaton. O conteúdo mostrou que o cenário inspirado em Nova York, visto nos trailers, não é a cidade real.
No jogo, os protagonistas Hugh e Diana atravessam uma versão digital da cidade criada por inteligência artificial. Segundo o diretor Cho Yonghee, a ideia foi criar uma Nova York familiar, mas com alterações sutis.
A intenção era facilitar a identificação dos jogadores com o ambiente, ao mesmo tempo em que fosse transmitida a sensação de algo artificial. Para isso, detalhes distorcidos foram adicionados ao cenário.
O produtor Naoto Oyama explicou que o mundo foi desenvolvido para refletir a realidade, mas com erros visuais incomuns. Entre os exemplos citados estão táxis afundando no chão e ônibus saindo de paredes.
Apesar da proposta de um ambiente gerado por IA, o trabalho foi feito manualmente pelos desenvolvedores, que criaram esses erros de forma intencional.
De acordo com a equipe, o processo exigiu cuidado para evitar exageros. Caso as distorções fossem muito evidentes, os jogadores poderiam pensar que os elementos faziam parte de puzzles ou escondiam segredos.
O objetivo foi manter as alterações como parte do cenário, sem interferir na jogabilidade. Cho Yonghee explicou que a distorção foi pensada como algo único, mas não chamativo demais.
Quando formas muito diferentes aparecem, elas podem sugerir mecânicas ou caminhos escondidos. Por isso, o equilíbrio entre estranheza e naturalidade foi considerado um dos pontos mais difíceis durante o desenvolvimento.
O resultado mostra uma abordagem para simular um ambiente criado por inteligência artificial, com a Capcom decidindo inserir falhas propositalmente.
A equipe considerou que pequenos erros visuais ajudariam a criar a sensação de algo artificial sem comprometer a experiência.
A estratégia usada em Pragmata mostra uma visão interessante sobre cenários gerados por IA. Em vez de buscar perfeição, a Capcom criou falhas controladas para construir uma atmosfera artificial convincente.
Esse cuidado com detalhes demonstra que a sensação de inteligência artificial, muitas vezes, está ligada a pequenas imperfeições e não apenas à fidelidade visual. Com o lançamento próximo, o jogo surge como uma proposta diferente dentro do gênero sci-fi.







