Apple troca Broadcom por MediaTek no MacBook Neo para reduzir custos

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A Apple adotou uma mudança incomum na sua estratégia de componentes para conseguir lançar o MacBook Neo com preço de US$ 599.

Uma nova informação indica que essa mudança não ficou restrita ao processador e também chegou ao sistema de conectividade do aparelho.

O MacBook Neo deixou de lado os chips de rede da Broadcom, que vinham sendo usados na maioria dos modelos recentes, assim como soluções próprias da Apple, como o N1.

No lugar, a empresa escolheu um chip da MediaTek, algo pouco comum na linha MacBook. Essa decisão segue a mesma linha de outras escolhas feitas no projeto do modelo mais acessível, com foco em reduzir custos.

Mesmo assim, o dispositivo mantém características atuais, como tela Liquid Retina de 13 polegadas com resolução de 2.408 x 1.506 e brilho de 500 nits, bordas uniformes, Touch ID, alto-falantes duplos com suporte a áudio espacial, câmera frontal de 1080p, estrutura em alumínio colorido e teclado na mesma cor do corpo.

Para chegar a esse preço, o notebook também apresenta algumas limitações. Ele conta com apenas duas portas USB-C com características diferentes entre si, além do chip A18 Pro, 8 GB de memória RAM e um trackpad mecânico, sem suporte a sensores de pressão.

Em termos de desempenho, o MacBook Neo mostra avanço relevante. Testes indicam um ganho de 43% em relação ao MacBook Air com chip M1, o que mostra a capacidade do A18 Pro.

Em outro teste, usando o Geekbench 6 em desempenho de um único núcleo, o modelo de US$ 599 foi comparado a um Mac Pro de US$ 13 mil com processador Xeon W de 28 núcleos da Intel.

Nesse cenário específico, o MacBook Neo alcançou resultado até três vezes maior. Ainda assim, a maioria dos programas atuais usa vários núcleos ao mesmo tempo. Nessas situações, os 8 GB de RAM do modelo podem limitar o desempenho.

De forma geral, o MacBook Neo mostra que a Apple fez mudanças para baixar o preço, incluindo a troca de fornecedores em áreas importantes como conectividade. Ao mesmo tempo, o aparelho entrega bom desempenho em tarefas simples, mas pode ter restrições em usos mais pesados.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.