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Apple aumentou em 60% o preço do iPhone em dez anos

Preço do iPhone aumenta mais do que a inflação nos EUA, com possibilidade de reajuste em 2027.
Imagem de: Apple aumentou em 60% o preço do iPhone em dez anos

É difícil gerar qualquer tipo de solidariedade com a Apple neste momento, mesmo com a pressão sobre suas margens causada pelo aumento no preço dos chips de memória.

Afinal, nos últimos dez anos, a empresa aumentou em 60% o preço do seu iPhone, enquanto a inflação acumulada nos Estados Unidos ficou em 37%, o que também refletiu em outros países.

Alta no preço das memórias pressiona custos

Durante muitos anos, a Apple fechava contratos de um ano ou mais para comprar chips de memória, conseguindo preços abaixo dos praticados no mercado.

Agora, a empresa negocia os valores a cada trimestre e passou a priorizar o fornecimento suficiente para atender sua linha de produtos, em vez de buscar os menores preços.

Ao mesmo tempo, depois de triplicar desde o primeiro trimestre de 2025, o preço contratado da memória LPDDR5X de 12 GB ficou em torno de US$ 120 (cerca de R$ 660 na cotação atual) no fim do primeiro trimestre e durante o segundo trimestre de 2026.

Desde o início deste ano, o valor subiu US$ 68,80 (aproximadamente R$ 380) e chegou recentemente a US$ 145 por unidade (cerca de R$ 800).

Esse aumento contínuo no preço da memória DRAM reduziu as margens da Apple e alimentou previsões de novos reajustes na próxima geração de smartphones.

As estimativas apontam que o iPhone 18 Pro poderá custar US$ 1.399 (cerca de R$ 7.700), contra os US$ 1.099 (aproximadamente R$ 6.050) do preço inicial do iPhone 17 Pro.

Já o iPhone 18 Pro Max pode chegar ao mercado por US$ 1.499 (cerca de R$ 8.250), um aumento de US$ 300 (aproximadamente R$ 1.650) em relação ao preço inicial de US$ 1.199 (cerca de R$ 6.600) do iPhone 17 Pro Max.

Preço do iPhone cresceu mais do que a inflação

Mesmo com esse cenário, os números mostram que a Apple já aumentou bastante os preços dos seus aparelhos ao longo da última década.

Em 2016, o iPhone 7 Plus, que era o modelo mais caro da linha na época, chegou ao mercado por US$ 749 (cerca de R$ 4.120 na cotação atual). Em setembro do ano passado, o iPhone 17 Pro Max passou a ser vendido por US$ 1.199 (aproximadamente R$ 6.600).

Aumento anual de preço do iPhone

No mesmo período, o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos passou de 240 pontos em 2016 para 328,82 pontos em 2026, um crescimento de 37%.

Além disso, estimativas do JP Morgan indicam que as margens da Apple devem ficar em torno de 45% em 2027 mesmo com um reajuste mais moderado, entre US$ 50 e US$ 100 (cerca de R$ 275 a R$ 550) nos preços dos aparelhos.

O banco também projeta que um possível iPhone Ultra de US$ 2.000 (aproximadamente R$ 11 mil) teria participação importante no aumento do preço médio de venda da empresa, que passaria de US$ 987 (cerca de R$ 5.430) neste ano para US$ 1.084 (aproximadamente R$ 5.960) no próximo.

Diante desses números, o texto original questiona as críticas sobre a pressão de custos tida pela Apple e argumenta que a empresa acumulou ganhos suficientes na última década para reduzir parte desse impacto sobre os consumidores. Ainda assim, a avaliação é que esse tipo de iniciativa não deve fazer parte da estratégia da companhia.

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