Processo de 2nm da TSMC deve ter ganhos modestos de desempenho e deve ficar mais barato

Imagem de: Processo de 2nm da TSMC deve ter ganhos modestos de desempenho e deve ficar mais barato

Os wafers produzidos no processo de 2nm da TSMC chegaram a ser estimados em algo perto de US$ 30 mil por unidade, um valor que já deixava muita gente do setor com dor de cabeça.

A previsão era de que 2026 seria um ano bem pesado para qualquer empresa querendo entrar nessa nova geração de chips. Só que, segundo um rumor recente, esses números estariam inflados demais.

A informação aponta que o processo N2 deve trazer avanços mais modestos em energia, desempenho e área, o que tende a conter parte dos custos.

Mesmo com melhorias menores, o simples fato de existir uma diferença técnica entre o futuro processo N2 e o atual N3P já seria suficiente para justificar a troca, mesmo que o salto não seja gigantesco.

Rumores sugerem custos mais controlados — algo importante em um momento de memória mais cara

Num post no Weibo, o perfil Smart Chip Insider comentou que vários chipsets de 2nm seguem um cronograma "sem grandes entraves" para chegar ao mercado em 2026.

O autor não cita nomes de empresas usando o processo da TSMC, mas comenta que os ganhos de PPA não serão expressivos. Também não há dados concretos, apenas a afirmação de que o preço dos wafers não deve assustar tanto quanto muita gente imaginava.

Para empresas como Apple, Qualcomm e MediaTek, isso pode ser um alívio. Além de precisarem pagar um valor alto para fabricar chips de 2nm, elas também estão vendo aumentos no custo da memória, algo que pesa bastante na linha de produção.

Hoje já se sabe que a Apple deve estrear a tecnologia com os chips A20 e A20 Pro, enquanto a Qualcomm prepara os Snapdragon 8 Elite Gen 6 e 8 Elite Gen 6 Pro, e a MediaTek segue com o Dimensity 9600.

Outro detalhe aparece em rumores anteriores do Digital Chat Station, que dizia que Qualcomm e MediaTek pretendem lançar os próximos topos de linha usando LPDDR6, justamente por causa do aumento no preço da memória.

O mais curioso é que, em vez de apostar logo no processo N2, essas empresas estariam migrando para o N2P, uma versão mais avançada dos 2nm, que entrega apenas 5% de ganho em desempenho sobre o N2 "padrão".

Ganhos modestos nos 2nm reforçam a ideia de um avanço menor nesta geração

Falando do N2 em si, os números são discretos, apontando apenas 15% de salto em desempenho em comparação ao processo de 3nm N3E e redução de até 30% no consumo de energia.

Quando isso é colocado lado a lado com o N3P, o benefício fica ainda mais tímido, o que faz sentido diante dos rumores sobre ganhos menores de PPA.

Mesmo assim, qualquer ganho já ajuda fabricantes que estão sempre disputando cada milímetro de espaço e cada watt de eficiência. Agora resta torcer para que os chips de 2nm que chegam nos próximos anos não apareçam com preços fora da realidade.

Uma possível redução de custo na fabricação pode segurar parte do aumento de preços dos smartphones. Isso não significa que os celulares vão ficar baratos, mas ajuda a evitar que os preços subam ainda mais no Brasil.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.