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PlayStation 5 roda Cyberpunk 2077 com path tracing a 35 FPS, mas resolução cai para 348p

PlayStation 5 pode rodar jogos com path tracing, tecnologia que exige muito do hardware, graças a um carregador Linux que transforma o console em um PC capaz.
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Desde o mês passado, donos do PlayStation 5 que não atualizavam o console há bastante tempo passaram a ter novas possibilidades graças ao lançamento de um carregador Linux que transforma o aparelho em um PC bastante capaz.

Aproveitando isso, a equipe do Digital Foundry fez testes de emulação de PS3 e também colocou o console para rodar jogos com path tracing, tecnologia que exige bastante do hardware.

Os resultados chamaram atenção por mostrarem o que o PS5 consegue fazer mesmo sem ter sido criado para esse tipo de recurso.

Os três jogos usados nos testes — Quake II RTX, Portal with RTX e Cyberpunk 2077 — representam diferentes fases do uso de path tracing no PC.

Quake II RTX foi um dos primeiros lançamentos de destaque com a tecnologia. Mesmo sendo um game antigo, o visual ganha outra aparência com os efeitos de iluminação.

Já Portal with RTX marcou a estreia do NVIDIA RTX Remix, enquanto Cyberpunk 2077 aparece como o teste mais pesado por conta do modo RT Overdrive.

No fim, os três jogos rodaram no PlayStation 5 com path tracing ativado, mas a experiência muda bastante dependendo do título.

Quake II RTX chega a 60 FPS com alguns cortes

Nos cenários de benchmark de Quake II RTX, o PlayStation 5 teve dificuldades para rodar o jogo em 4K nativo. Nessas condições, o desempenho ficou perto dos 10 FPS.

A situação melhora usando TAAU em 4K partindo de 1080p, com escala de resolução em 50%, fazendo o jogo alcançar média de 40 FPS.

Com Dynamic Resolution Scaling (DRS), o console consegue atingir 60 FPS. Nesse caso, a resolução mínima cai para 540p, equivalente a 25% da resolução original.

Mesmo assim, o resultado visual foi considerado aceitável a ponto de parecer um lançamento normal para PS5 e Xbox Series X|S.

Outro detalhe observado pela Digital Foundry é que jogos independentes, sem gráficos tão avançados, poderiam usar path tracing no PlayStation 5 sem comprometer tanto a experiência.

Portal with RTX roda, mas com perda grande de qualidade

A baixa resolução interna aparece novamente nos outros testes como requisito para conseguir desempenho minimamente jogável no PS5 com path tracing.

Em Portal with RTX, o resultado ficou abaixo de Quake II RTX, algo esperado por ser um jogo mais avançado tecnicamente. Com saída em 1080p e TAAU partindo de 540p internos, o game mal consegue manter 30 FPS.

A qualidade da imagem também sofre bastante por conta do sistema de redução de ruído, e um upscaler mais eficiente poderia melhorar parte disso.

Segundo os testes, o experimento funciona do ponto de vista técnico, mas dificilmente seria uma configuração usada normalmente pelos jogadores, mesmo mantendo uma taxa de quadros considerada jogável.

Cyberpunk 2077 surpreende ao alcançar 35 FPS

Cyberpunk 2077 foi o jogo mais pesado entre os três analisados. Para conseguir uma taxa de quadros aceitável, a resolução interna precisou cair drasticamente.

No modo RT Overdrive, com resolução em 1080p e XeSS no modo Performance, o benchmark interno registrou média de 22,6 FPS. Mesmo distante do ideal, o resultado foi visto como respeitável para um hardware sem foco em path tracing.

A situação melhora quando a resolução cai para 1920x800, com resolução interna de apenas 348p usando XeSS em Performance. Assim, a média sobe para 26,9 FPS.

Com o mod PT Optimized, que reduz o ray bounce de 2 para 1, o desempenho chega a 35,5 FPS, um ganho de 32%. Usando geração de quadros do AMD FSR 3.1, o benchmark mostra o jogo chegando a 70 FPS.

Porém, os quadros interpolados apresentam problemas visuais e passam a sensação de que o jogo não roda realmente nessa taxa. Mesmo assim, o simples fato de Cyberpunk 2077 funcionar no PS5 com path tracing já foi considerado algo impressionante.

A qualidade de imagem fica bastante comprometida por causa da resolução interna muito baixa e do upscaling, além de pequenas oscilações no frame time.

Os especialistas da Digital Foundry comentaram que o resultado poderia ser bem diferente no PlayStation 5 Pro, devido ao hardware mais avançado para ray tracing e ao PSSR. Isso já teria aparecido na demonstração de path tracing de F1 25 durante a Game Developers Conference 2026.

Com isso, existe expectativa de que o PlayStation 6 traga suporte mais amplo a path tracing nos jogos da próxima geração, mas a necessidade de compatibilidade com aparelhos portáteis pode limitar parte desse avanço.

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