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Japão planeja chip de 1,4nm com parceria entre Fujitsu e Rapidus

Japão desenvolve chips avançados com parceria entre Fujitsu e Rapidus, visando reduzir dependência externa e fortalecer produção doméstica de semicondutores.
Imagem de: Wafer 1,4nm

O Japão avança em seu plano para desenvolver chips avançados e agora trabalha em um projeto para produzir um dos primeiros processadores de 1,4 nanômetro do mundo. A iniciativa envolve parceria entre a Fujitsu e a Rapidus, com apoio do governo japonês.

A proposta faz parte da estratégia do país para fortalecer a produção doméstica de semicondutores e reduzir a dependência externa, em um momento em que a demanda por inteligência artificial cresce rapidamente.

Segundo relatório da Nikkei Asia, a Fujitsu planeja desenvolver um chip NPU de 1,4nm, voltado para tarefas de inteligência artificial.

A fabricação ficará sob responsabilidade da Rapidus, empresa japonesa que trabalha para produzir chips avançados em larga escala.

O Ministry of Economy, Trade and Industry deve financiar parte do desenvolvimento. O projeto também busca fortalecer a capacidade de IA do país diante de preocupações com segurança econômica.

A Fujitsu pretende integrar a nova NPU ao processador Fujitsu-Monaka-X. Esse chip será usado no supercomputador Fugaku NEXT, sucessor do atual sistema japonês.

A plataforma Monaka inclui até 144 núcleos por soquete, arquitetura 3D em chiplets e suporte para tecnologias como PCIe 6.0 e CXL 3.0.

Com a NPU de 1,4nm, a expectativa é aumentar a capacidade de processamento voltada para inteligência artificial. Sobre o processo de 1,4nm, a Rapidus planeja iniciar a produção de testes por volta de 2029.

Os detalhes técnicos ainda não foram divulgados, mas a empresa já trabalha com parceiros como IBM e Canon, além de fornecedores japoneses de equipamentos.

O objetivo é competir com fabricantes globais, incluindo a TSMC, que lidera o desenvolvimento de nós avançados. Antes disso, a Rapidus pretende iniciar a produção em massa de chips de 2nm até 2028.

Esse cronograma indica avanço contínuo no desenvolvimento da tecnologia. A eficiência da produção e a escala de fabricação devem ser avaliadas após o início das operações das fábricas.

A diversificação da produção global de semicondutores se tornou prioridade para vários países. Nesse cenário, o Japão busca ampliar sua cadeia de suprimentos local, com incentivos governamentais e investimentos contínuos.

O país trabalha há alguns anos na construção dessa estrutura, com foco em reduzir dependências externas e fortalecer sua presença no setor.

O projeto entre Fujitsu e Rapidus mostra a tentativa do Japão de ampliar sua participação no mercado de semicondutores avançados.

A iniciativa envolve desenvolvimento tecnológico, apoio governamental e parcerias estratégicas, com foco em inteligência artificial e supercomputação.