O primeiro iPhone dobrável da Apple pode usar uma dobradiça impressa em 3D para reduzir custos de fabricação, mas possíveis problemas nesse componente ainda podem afetar o cronograma do aparelho.
Enquanto isso, a Samsung já teria recebido autorização para iniciar a produção das telas OLED que serão usadas no dispositivo.
Segundo informações recentes, a Samsung será a fornecedora exclusiva dos painéis OLED do iPhone Fold e deverá fabricar cerca de 3 milhões de unidades para o lote inicial.
A expectativa é que o aparelho utilize algumas das tecnologias de tela mais avançadas da empresa, incluindo a combinação da tecnologia Color Filter on Encapsulation (CoE) com os painéis M16.
Ainda assim, esses avanços podem ter pouca influência caso a produção do smartphone seja atrasada por dificuldades relacionadas à dobradiça.
Dobradiça impressa em 3D ainda gera preocupação
A dobradiça de metal líquido produzida por impressão 3D pode estrear em um smartphone dobrável pela primeira vez. Caso a solução funcione, outras fabricantes podem adotar tecnologias semelhantes em aparelhos futuros.
Por outro lado, rumores anteriores apontavam que essa dobradiça emitia ruídos quando montada. A informação chegou a ser negada por um informante, mas voltou a circular em uma nova reportagem publicada pelo site sul-coreano The Elec.
O relatório informa que setembro continua sendo o mês discutido para o lançamento do iPhone Fold. Porém, a estabilidade da dobradiça segue como um dos principais obstáculos para a Apple.
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Problemas nesse componente não afetam apenas a marca visível na área de dobra da tela, mas também a sensação ao abrir e fechar o aparelho.
Produção pode sofrer atrasos
Enquanto a Samsung prepara suas linhas de produção para fabricar em massa os painéis OLED M16, a montagem do iPhone Fold pode sofrer atrasos entre 15 dias e um mês caso os problemas da dobradiça não sejam corrigidos.
A necessidade de inspecionar cada unidade individualmente aumenta o tempo necessário para finalizar e embalar os aparelhos. Com isso, menos unidades poderiam estar disponíveis no lançamento, reduzindo a oferta inicial do produto.
A inspeção detalhada de cada componente também aumenta os custos de produção, já que cada unidade exige mais atenção do que outros produtos da empresa.
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Além disso, ainda existe a possibilidade de uma taxa de defeitos relacionada à dobradiça impressa em 3D, algo que pode afetar as metas de envio da Apple para este ano.
Mesmo que o iPhone Fold seja apresentado durante o evento de setembro, a disponibilidade do aparelho pode acabar sendo adiada para 2027 caso as questões envolvendo a dobradiça persistam.
Nesse cenário, a procura pelos modelos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max poderia compensar parte das projeções negativas de receita associadas a um eventual atraso do primeiro dobrável da Apple.
