Com tantos jogos lançados a cada ano, alguns passam despercebidos. Isso pesa ainda mais para títulos inéditos, sem o apoio de uma franquia conhecida.
Eventos como a gamescom ajudam a descobrir esses projetos. Na edição de 2025, Valor Mortis, da One More Game, esteve entre essas descobertas. Em 2026, foi a vez de Guns of Eschaton.
O jogo da Eschatology Entertainment parece ser um dos poucos que realmente fazem jus ao termo soulslike. Sua proposta recupera muito do que a FromSoftware fez no primeiro Dark Souls.
Em vez do ritmo acelerado de outros títulos do gênero, Guns of Eschaton aposta em uma experiência lenta, calculada e de forte atmosfera, em um cenário pouco comum.

Um Velho Oeste com movimentos lentos e cenário em ruínas
O último projeto idealizado por Viktor Antonov, Guns of Eschaton já teria motivos para despertar interesse pela direção de arte. Mas a demonstração também mostrou qualidades na jogabilidade.
Na sessão de teste da gamescom 2026, havia um arquétipo de personagem focado em aparar ataques. Entre suas habilidades estava a câmera lenta, ativada após uma defesa bem executada.
Essa seleção de arquétipos não fará parte da versão final. Os jogadores terão liberdade para definir as habilidades e a configuração do personagem.
Mesmo durante a corrida, os movimentos do Pistoleiro passam uma sensação de peso. Esse ritmo ajuda na imersão ao explorar a cidade do Velho Oeste, com construções em ruínas e uma aparente ausência de vida.
Cada tiro depende de preparo e de uma ordem de ataques
O primeiro encontro com um inimigo já mostrou a proximidade com o Dark Souls original, apesar da visão em primeira pessoa e do combate com armas de fogo.
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Atirar sem critério causa pouco dano e pode terminar em derrota. O revólver precisa ser recarregado manualmente, e é necessário armar o cão antes de cada disparo.
Para causar bastante dano, o jogador deve acertar partes do inimigo na ordem indicada por um códice. O Pistoleiro pode consultar esse guia até durante os combates.
Segundo o desenvolvedor que acompanhou o teste, todas as informações sobre os pontos fracos ficam disponíveis desde o primeiro encontro com cada inimigo. Não será preciso adivinhar a sequência.
A adaptação a essas regras em uma sessão curta não foi fácil, e os primeiros tiroteios terminaram muito mal. Com a prática, porém, a proposta da Eschatology passou a fazer mais sentido.

Dificuldade e paciência são parte da proposta
Mesmo nesse pequeno trecho, havia uma boa variedade de inimigos. A disposição dos cenários também cobra paciência, com atiradores escondidos em prédios, como acontece em bons soulslikes.
A impressão é que Guns of Eschaton vai cobrar o máximo do jogador. Isso conta a favor da experiência, muitos jogos ajudam tanto que retiram parte da dificuldade necessária para manter o interesse.
Essa postura pouco flexível talvez limite a popularidade inicial do título. Ainda assim, a proposta deve conquistar um público específico, e a demonstração despertou interesse em acompanhar o jogo completo.
O teste terminou com uma intensa luta contra um chefe em forma de olho voador. Para derrotá-lo, era preciso seguir as mesmas regras de disparo usadas contra os inimigos comuns. A demonstração deixou uma impressão muito positiva.
Guns of Eschaton dividiu o terceiro lugar entre os melhores jogos da feira com Gundam Rogue Orbit e Valor Mortis, abaixo de Final Fantasy VII Revelation e Castlevania: Belmont's Curse.
Ainda não se sabe se o lançamento anunciado para 2026 será mantido. Seja qual for a data, ficou o interesse por um jogo que, de forma surpreendente, recupera a proposta do primeiro Dark Souls.








