A longa discussão sobre bônus na Samsung agora parece estar gerando reflexos em outras partes da Ásia. Alguns funcionários da TSMC passaram a defender estratégias semelhantes às adotadas recentemente pelos sindicatos da Samsung como forma de responder a possíveis medidas de contenção de gastos por parte da empresa.
Funcionários da TSMC discutem pressão por benefícios salariais
Nos últimos dias, diversos funcionários da TSMC têm utilizado páginas específicas no Facebook para manifestar insatisfação diante dos rumores de que a empresa pode reduzir os bônus pagos aos trabalhadores.
Rumors are spreading that TSMC may cut employee bonuses!
Employees are furious, with some even threatening to “go on strike like Samsung.”
TSMC, Taiwan’s “sacred mountain protecting the nation,” has long drawn public attention for its employee salaries, profit-sharing bonuses,… pic.twitter.com/gqv0uN7SzK
— SemiVision👁️👁️ (@semivision_tw) May 23, 2026
A TSMC ocupa uma posição de grande importância em Taiwan e frequentemente é descrita como um dos pilares da economia local.
Por isso, o volume de críticas e reclamações direcionadas à companhia vem chamando atenção. O cenário ocorre em um momento de forte crescimento para a fabricante de chips.
Impulsionada pela demanda relacionada à inteligência artificial, a TSMC registrou lucro recorde no primeiro trimestre de 2026, com alta de 58% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
why??
— Zephyr (@zephyr_z9) May 23, 2026
Mesmo com esse desempenho, a empresa continua investindo pesadamente para manter sua liderança tecnológica e ampliar sua capacidade de produção.
Atualmente, 12 fábricas estão em diferentes etapas de construção para fortalecer a produção de processos de 2nm e A14 (1,4nm).
Esse elevado volume de investimentos pode ajudar a explicar os rumores sobre possíveis medidas de redução de custos ligadas aos funcionários. A situação é considerada mais delicada do que casos recentes vistos na Samsung.
A TSMC ocupa um papel central na cadeia de fornecimento de chips utilizados em servidores e data centers voltados para inteligência artificial. Grande parte dos processadores e GPUs usados nesse setor depende da capacidade de produção da companhia.
Diante desse contexto, cresce entre alguns funcionários a discussão sobre a possibilidade de mobilizações semelhantes às ocorridas na Samsung.
A percepção entre parte dos trabalhadores é que uma eventual ameaça de paralisação poderia aumentar a pressão sobre a empresa, o que também tem ampliado o debate nas redes sociais.
