O co-CEO da Samsung afirmou que a falta de memória não vai atingir apenas celulares e computadores, mas também televisores e eletrodomésticos.
Segundo ele, nenhum setor de produtos voltados ao consumidor deve ficar de fora dos efeitos desse problema, que vem ganhando força dentro da indústria de tecnologia.
A escassez de memória já se tornou um tema comum no mercado e vem piorando com o tempo. Recentemente, houve a previsão de que os preços de contratos de DRAM devem subir mais de 50% no primeiro trimestre de 2026.
Esse cenário ajuda a explicar por que fabricantes como Samsung e SK hynix evitam acordos de fornecimento de longo prazo, optando por contratos mais curtos.
Durante um comentário sobre o negócio de semicondutores da Samsung, o co-CEO TM Roh disse que a falta de memória deve pressionar os produtos voltados ao consumidor, mesmo com a área de semicondutores da empresa sendo beneficiada.
De acordo com ele, a situação é fora do padrão e nenhuma empresa consegue escapar dos efeitos. Roh afirmou ainda que o problema não afeta apenas smartphones, mas também outros eletrônicos de uso diário, como TVs e aparelhos domésticos.
O executivo não descartou a possibilidade de aumento de preços. Ele afirmou que algum efeito é inevitável diante da alta nos valores dos chips de memória.
Ao mesmo tempo, disse que a Samsung trabalha com parceiros em estratégias de prazo mais longo para reduzir esses efeitos. As declarações foram dadas à agência Reuters.
As falas de TM Roh indicam que o cenário ficou mais difícil para grandes empresas, principalmente na tentativa de equilibrar oferta e procura. Samsung e SK hynix estão com dificuldades para ampliar suas capacidades de produção.
Mesmo que consigam algum avanço no curto prazo, a maior parte dessa produção adicional deve ser direcionada ao setor de inteligência artificial, o que mantém o mercado de consumo em uma posição incerta.
A previsão atual aponta que a falta de memória pode seguir até 2027 ou até depois disso, já que a demanda por DRAM cresce a cada trimestre.
Além disso, grandes empresas de tecnologia seguem investindo pesado em data centers e infraestrutura de inteligência artificial.
Enquanto esse movimento continuar, consumidores devem conviver com limitações de oferta em diferentes tipos de produtos, incluindo TVs e eletrodomésticos.








