A Coreia do Sul está perto de atingir US$ 1 trilhão em exportações, cerca de R$ 5,48 trilhões. Apenas China, Alemanha e Estados Unidos já chegaram a esse valor. O crescimento vem principalmente da demanda por chips de memória usados em inteligência artificial.
Dados do Ministério do Comércio, Indústria e Energia, divulgados em 1º de novembro, mostram que as exportações somaram US$ 115,28 bilhões em outubro, cerca de R$ 631,48 bilhões.
O resultado foi 93,7% maior que o de outubro do ano passado e o segundo maior já registrado. Ficou atrás apenas de setembro, com US$ 121,1 bilhões, aproximadamente R$ 663,36 bilhões.
De janeiro a outubro, o total chegou a US$ 930 bilhões, cerca de R$ 5,09 trilhões. Faltam US$ 70 bilhões, ou R$ 383,45 bilhões, para alcançar US$ 1 trilhão.
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A previsão do ministro do Comércio sul-coreano é atingir esse valor ainda em novembro. Se isso ocorrer, terão sido 31 anos desde que o país chegou a US$ 100 bilhões em exportações, em 1995.
Esse valor equivale a R$ 547,78 bilhões na cotação atual. A China levou 13 anos para passar de US$ 100 bilhões a US$ 1 trilhão. A Alemanha levou 30 anos, e os Estados Unidos, 31.
Chips representam 49% das exportações
Segundo o The JoongAng, as exportações de chips chegaram a US$ 56,44 bilhões em outubro, cerca de R$ 309,17 bilhões. A alta foi de 259,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O setor respondeu por 49% do valor exportado e pode melhorar a posição da Coreia do Sul no ranking mundial de exportações.
A procura por memória para centros de dados tem levado empresas a pagar preços muito mais altos a fabricantes como a Samsung. A empresa fornece memórias HBM, usadas em sistemas de IA, e consegue cumprir os prazos de entrega.

Pequenas e médias empresas enfrentam queda nas vendas
O crescimento do setor de chips não se repete em boa parte das pequenas e médias empresas sul-coreanas. Muitas tem dificuldades com a piora das vendas. No terceiro trimestre, as vendas do varejo caíram 0,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Foi a primeira queda em cinco trimestres e a maior desde o início de 2025. O emprego e o consumo dentro do país também mostram poucos sinais de recuperação.
Para Kim Jung-sik, professor emérito da Universidade Yonsei, a fabricação de chips exige muita tecnologia e dinheiro, mas tem pouca ligação com outros setores. Por isso, seu crescimento, sozinho, não é suficiente para recuperar a economia como um todo.

Na avaliação do professor, o país precisa desenvolver novas indústrias para criar empregos e recuperar o consumo interno.
A demanda por memórias para IA melhorou os resultados das exportações sul-coreanas, mas esse avanço ainda não se estende a toda a economia.








