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Apple pode ganhar espaço na IA sem gastar bilhões, aponta analista

Apple transforma limitação em vantagem ao evitar investir bilhões em infraestrutura de IA e focar em ecossistema e serviços.
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A Apple transformou uma de suas maiores limitações na área de inteligência artificial em um possível ponto positivo. Em vez de entrar na corrida bilionária de investimentos em infraestrutura de IA, como outras empresas do grupo "Mag 7", a companhia estaria seguindo um caminho mais econômico e flexível.

A análise é de Amit Daryanani, da Evercore ISI. Segundo ele, parte das preocupações atuais sobre memória e Apple Intelligence acabam escondendo uma estratégia que pode funcionar bem no longo prazo.

O analista listou cinco pontos que, na visão dele, seguem sustentando o crescimento da Apple nos próximos anos:

  • O ecossistema da empresa, visto como um dos mais fortes do mercado.
  • A participação crescente da área de serviços nas receitas.
  • A tendência de produtos mais caros na linha iPhone, com expectativa para o lançamento do iPhone Ultra, que pode elevar o preço médio dos aparelhos.
  • O avanço da participação da Apple na China com a futura linha iPhone 17 e também no segmento de notebooks mais baratos com o MacBook Neo, mesmo em um cenário econômico complicado.
  • As diferentes possibilidades de monetização envolvendo inteligência artificial.

O ponto principal da análise está na forma como a Apple trata seus investimentos em IA. Para Daryanani, a empresa pode aproveitar o crescimento da inteligência artificial sem precisar gastar valores gigantescos em infraestrutura, algo que grandes empresas do setor vêm fazendo nos últimos anos.

Ao comparar os futuros recursos de IA do iOS 27 com a estratégia do Google para o Gemini Intelligence, mostrada recentemente durante o Android Show I/O, a leitura é de que a Apple tenta acompanhar o ritmo do Google, mas sem buscar ultrapassar a concorrente.

Na prática, isso reduziria a necessidade de investimentos bilionários em data centers e hardware voltados para IA. O analista também avalia que os modelos de inteligência artificial estão ficando cada vez mais parecidos entre si, quase como produtos comuns de mercado.

Dentro dessa visão, usar uma versão adaptada do Google Gemini na nuvem para alimentar a nova Siri em formato de chatbot não seria muito diferente da decisão da Apple de comprar telas da Samsung para seus dispositivos.

Se esse cenário se confirmar, a Apple teria mais liberdade para trocar ou escolher os melhores modelos de IA disponíveis para a Siri no futuro, sem depender apenas de soluções próprias.

Nesse caso, o principal diferencial continuaria sendo o ecossistema da empresa, e não o tamanho dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

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