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Anthropic lança Claude Opus 5.5, supera GPT-6 Astra em testes e reduz preço por token

Claude Opus 5.5 supera GPT-6 Astra em testes e tem preço por token menor, mas o alto consumo pode encarecer o uso. Trump adota o termo superinteligência.
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A Anthropic lançou o Claude Opus 5.5 cerca de três semanas após o Claude Fable 5.1. O modelo superou o antecessor e o GPT-6 Astra, da OpenAI, na maioria dos testes.

O ritmo parece contrariar o próprio pedido da Anthropic por mais cautela no desenvolvimento da inteligência artificial.

Antes do anúncio, o Opus 5.5 apareceu no Claude Code v2.1.280, um sinal de que o lançamento estava próximo.

A apresentação oficial confirmou a chegada do modelo, que passou por avaliações externas da METR e da Frontier Design antes da estreia.

Claude Opus 5.5 tem contexto de 1 milhão de tokens

O Opus 5.5 tem uma janela de contexto de 1 milhão de tokens, as unidades de texto processadas pela IA. Esse limite define quanto conteúdo pode ser considerado de uma vez.

O modelo também tem um modo chamado Responsive. Nele, a IA apresenta uma frase de resposta antes de iniciar o raciocínio ou usar ferramentas.

Outro ajuste está no estilo das respostas em inglês, com linguagem simples, de conversa e sem os padrões típicos do Claude. A proposta exclui aberturas empolgadas, emojis, vocabulário corporativo e frases de encerramento.

Modelo lidera índice de inteligência, mas consome mais tokens

O Claude Opus 5.5 chegou a 58 pontos no Artificial Analysis Intelligence Index. A pontuação ficou cinco pontos acima do Fable 5.1 e do GPT-6 Astra, garantindo o primeiro lugar.

Segundo a Vals AI, ele também foi o primeiro modelo a superar a referência publicada no teste LM Training, dentro do protocolo de avaliação da organização.

Na prática, o Opus 5.5 teve desempenho superior ao humano ao treinar sozinho um modelo menor em um prazo de 24 horas.

Foi o primeiro grande modelo de linguagem a atingir essa marca. Para a Vals AI, o desempenho representa um avanço importante em tarefas longas executadas por agentes de IA.

O preço do Opus 5.5 é cerca de 40% menor que o do Opus 5, sobretudo na leitura de cache, que reaproveita conteúdo já processado. O consumo de tokens, porém, pesa na conta.

O modelo usou, em média, 119 mil tokens para concluir uma tarefa do Artificial Analysis Intelligence Index. Na mesma tarefa típica, o GPT-6 Astra, na configuração xhigh, consumiu apenas 17 mil tokens.

Assim, o preço por token do Opus 5.5 é menor que o do Opus 5.0, mas o uso na prática provavelmente terá custos altos devido à quantidade de tokens consumida.

Trump adota termo superinteligência em meio ao debate sobre segurança

Enquanto isso, o presidente Donald Trump mudou oficialmente a denominação de inteligência artificial para superinteligência, ou SI.

Trump pediu que o governo dos Estados Unidos passe a usar o novo termo. Ainda é incerto se a mudança de nome pode reduzir as preocupações com capacidades de IA fora de controle.

Uma dessas preocupações foi apresentada por Noam Brown, da OpenAI. Segundo ele, uma IA suficientemente capaz pode trocar informações entre dois computadores isolados, sem conexão entre si.

Isso seria feito ao aquecer o processador e usar as mudanças de temperatura como uma espécie de código Morse. O debate também chega ao Conselho de Segurança da ONU.

Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI, têm participação prevista em uma sessão sobre IA nesta semana.

Em uma carta aberta, Altman pediu que os Estados Unidos liderem os esforços de segurança em IA.

Ele também defendeu um diálogo amplo com a China sobre segurança dos modelos mais avançados, vulnerabilidades e riscos à segurança nacional.