A Xiaomi já trabalha na próxima geração do seu chip próprio. O sucessor do XRING 01 deve chegar ainda este ano, segundo Lu Weibing, presidente do Grupo Xiaomi.
A empresa segue investindo em pesquisa e desenvolvimento para criar uma versão mais potente do processador, mas a disputa com fabricantes como Apple, Qualcomm, MediaTek e Samsung pode deixar a Xiaomi em desvantagem em um ponto importante.
XRING 03 deve continuar no processo de 3nm da TSMC
O XRING 01 foi produzido com o processo de fabricação N3E de segunda geração da TSMC, baseado em 3 nanômetros. Isso ajudou o chip a entregar ganhos consideráveis de desempenho e eficiência energética, competindo de forma mais próxima com os principais rivais do mercado.
Já o XRING 03 pode não repetir o mesmo cenário. Mesmo com a confirmação do lançamento ainda para este ano, vários relatos indicam que a Xiaomi não pretende migrar para o processo de 2nm da TSMC.
Em vez disso, a empresa deve continuar usando a litografia N3P de 3nm, uma geração anterior às soluções que devem equipar os próximos chips topo de linha.
Com isso, o XRING 03 pode ficar atrás de modelos como o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro, o Dimensity 9600 e também dos futuros A20 e A20 Pro da Apple em alguns aspectos técnicos.
Ainda não existe uma explicação oficial para a escolha do processo de fabricação mais antigo, mas o custo de produção pode ser um dos motivos. A fabricação em 2nm deve ser muito mais cara, principalmente para empresas que não fazem pedidos em volumes tão altos.
Segundo estimativas, chips premium como o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro podem custar mais de US$ 300 por unidade, algo em torno de R$ 1.700 na cotação atual, mesmo em pedidos de grande escala.
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Para a Xiaomi, que provavelmente produziria um volume menor do XRING 03, a conta poderia ficar ainda mais pesada. Por outro lado, usar uma litografia mais antiga pode abrir espaço para o chip ser usado em outros produtos além de smartphones e tablets.
Chip da Xiaomi também pode aparecer em carros
Relatórios anteriores apontam que o XRING 03 também pode ser utilizado em automóveis. Se isso acontecer, o lançamento pode acabar demorando mais por causa das etapas extras de testes e certificações exigidas para esse tipo de produto.
Ao mesmo tempo, a estratégia pode ajudar a Xiaomi a criar um ecossistema mais integrado entre diferentes categorias de dispositivos, em um modelo parecido com o da Apple. Sobre as especificações, ainda existem poucas informações.
A expectativa é que a Xiaomi continue usando designs de CPU e GPU da ARM, sem apostar em núcleos próprios como a arquitetura Oryon da Qualcomm. Mais detalhes devem aparecer nos próximos meses.