Empresas chinesas do setor de memória DRAM estão acelerando o desenvolvimento de módulos DDR5 para atender à demanda crescente de IA, servidores e produtos para consumidores.
A chinesa CXMT lidera esse movimento e já trabalha em módulos DDR5 com desempenho próximo ao de gigantes como Samsung, SK Hynix e Micron. O avanço ganhou força em meio à crise no mercado de memória.
Segundo o texto original, as três maiores fabricantes ainda não conseguiram resolver totalmente os problemas de oferta, mesmo com investimentos em novas fábricas de DRAM.
De acordo com o South China Morning Post, fabricantes chinesas de módulos de memória estão acelerando o lançamento de produtos para consumidores e empresas usando chips DDR5 produzidos no próprio país.
Isso acontece após avanços recentes da ChangXin Memory Technologies (CXMT), hoje a principal fabricante chinesa de chips de memória. A CXMT vem ampliando seus projetos focados em DDR5, mas ela não está sozinha.
Outras empresas chinesas também estão expandindo a produção. A Jiahe Jinwei, por exemplo, passou a usar módulos DDR5 RDIMM baseados na plataforma Sniker da Powev.
Os modelos chegam a 64 GB e velocidades de 5600 MT/s, voltados principalmente para empresas chinesas de IA que buscam ampliar capacidade de processamento.
A mesma fabricante também trabalha em módulos DDR5 para o mercado doméstico. Com a produção em maior escala desde 2024, os modelos passaram por melhorias contínuas.
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A CXMT já apresentou módulos DRAM de 8000 MT/s nas capacidades de 16 Gb e 24 Gb. Os chips DRAM de 32 Gb também começaram a chegar ao mercado consumidor, mas ainda custam caro.
Por isso, a China vem apostando mais na produção local de DRAM e memórias para reduzir dependência de fatores externos, como tarifas, limitações de oferta e custos de transporte.
O texto também aponta que os problemas de fornecimento no mercado global de memória ficaram mais intensos. Isso levou o governo dos Estados Unidos a retirar restrições contra a CXMT e a YMTC.
Com essa mudança, produtos chineses de DRAM e DDR5 podem ganhar espaço nos Estados Unidos, Europa e outros mercados importantes, possivelmente com preços menores que módulos DDR5 tradicionais.
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Outro fator citado envolve a saída da Samsung de padrões mais antigos de LPDDR, usados em smartphones e PCs de entrada.
Esse movimento abriu espaço para fabricantes chinesas aumentarem a produção de LPDDR4, segmento que gerou receitas maiores nos últimos meses. A CXMT e a YMTC também trabalham em um plano de expansão chamado de "Epic Expansion".
O projeto inclui investimentos bilionários para modernizar fábricas atuais e preparar novas unidades de produção. Hoje, a CXMT já controla cerca de 10% do mercado global de memória DRAM e busca ampliar essa participação nos próximos anos.
