A SpaceXAI anunciou que vai liberar acesso da Anthropic ao supercomputador Colossus 1, equipado com 220 mil GPUs da NVIDIA. A empresa também planeja criar clusters de computação orbital para inteligência artificial.
Da Terra ao espaço: Anthropic busca mais capacidade para IA
A Anthropic segue ampliando sua estrutura para inteligência artificial em um ritmo acelerado. A empresa trabalha no desenvolvimento de chips próprios e também mantém acordos com grandes fabricantes do setor.
Recentemente, ela anunciou uma parceria com a Amazon para usar até 6 GW em chips Trainium voltados aos modelos Claude AI, além de outros acordos.
Agora, a SpaceXAI confirmou uma nova parceria com a Anthropic para liberar acesso ao supercluster Colossus 1. A ideia é fornecer uma grande capacidade de processamento para IA tanto na Terra quanto, futuramente, no espaço.
Effective today, we are:
1) Doubling Claude Code’s 5-hour rate limits for Pro, Max, and Team plans;
2) Removing the peak hours limit reduction on Claude Code for Pro and Max plans; and
3) Substantially raising our API rate limits for Opus models.
— Claude (@claudeai) May 6, 2026
É isso mesmo, os data centers vão ser enviados ao espaço em breve. O supercomputador Colossus 1 reúne mais de 220 mil GPUs NVIDIA, incluindo modelos H100, H200 e as mais recentes GB200 Blackwell.
Segundo a SpaceXAI, essa estrutura entrega uma escala muito alta para treinamento de IA, ajustes finos de modelos e tarefas de computação de alto desempenho.
Com toda essa capacidade, o sistema passa a atender as necessidades da Anthropic, que vai usar os recursos para melhorar o modelo Claude e ampliar a capacidade dos planos Claude Pro e Claude Max.
Relatórios recentes apontaram que a xAI estaria usando apenas 11% da sua infraestrutura instalada de IA por conta de softwares ainda pouco otimizados. Na prática, isso significa que existe bastante capacidade sobrando para aluguel, e é aí que entra a Anthropic.
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Ao mesmo tempo, a Anthropic também demonstrou interesse em trabalhar com a SpaceXAI para instalar vários gigawatts de capacidade computacional em órbita.
O projeto seria enorme, mas a SpaceXAI acredita que data centers espaciais podem diminuir alguns dos principais limites das estruturas em solo, como consumo de energia, espaço físico e refrigeração.
"SpaceX é a única organização com frequência de lançamentos, capacidade de carga em órbita e experiência em operações de constelações para transformar computação orbital em um programa de engenharia de curto prazo, e não apenas um conceito de pesquisa. Se os desafios de engenharia forem superados, a computação no espaço pode entregar energia sustentável praticamente ilimitada com menos impacto na Terra", disse a SpaceXAI.
Pelo que a SpaceX já mostrou até agora, a ideia de um ecossistema de computação orbital não parece tão distante. A dúvida agora é quando veremos isso funcionando fora dos slides e das apresentações cheias de estrelas.