Inteligência Artificial

China limita viagens de profissionais de IA e amplia data centers na Mongólia

China e EUA se afastam em tecnologia de IA, com restrições de viagens e investimentos em infraestrutura.
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Estados Unidos e China estão acelerando a separação em setores estratégicos, enquanto cada país busca manter vantagens nas áreas em que tem maior força.

A China acaba de adotar novas restrições para reduzir a saída de profissionais de engenharia para os Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, a NVIDIA fechou uma série de acordos estratégicos que, juntos, chegam a US$ 500 bilhões para financiar a expansão da infraestrutura de inteligência artificial.

China restringe viagens de engenheiros de IA

Segundo a Bloomberg, a China está criando restrições amplas para viagens internacionais de engenheiros de inteligência artificial que trabalham em empresas consideradas estratégicas, como Alibaba e DeepSeek.

As novas regras devem entrar em vigor em 15 de setembro. A partir dessa data, esses profissionais precisarão de autorização explícita do governo chinês para realizar viagens ao exterior.

A medida pode estar relacionada a uma próxima iniciativa da FCC, órgão regulador dos Estados Unidos que analisa a possibilidade de proibir transceptores ópticos de origem chinesa.

Esses componentes convertem sinais elétricos em pulsos de luz por meio de um LED e, na outra ponta do cabo de fibra óptica, transformam a luz recebida novamente em sinais elétricos usando um fotodiodo.

NVIDIA busca US$ 500 bilhões para infraestrutura de IA

Enquanto a China adota novas restrições para seus profissionais de engenharia, a NVIDIA fechou um acordo com grandes instituições financeiras, incluindo Apollo, BlackRock, Blackstone, Brookfield, Goldman Sachs e KKR.

O objetivo é mobilizar mais de US$ 500 bilhões em capital de terceiros ao longo do tempo para financiar a construção de infraestrutura de inteligência artificial.

Os detalhes ainda são poucos, mas a NVIDIA teria assinado memorandos de entendimento com seis das principais instituições financeiras do mundo para criar uma plataforma de financiamento voltada à capacidade computacional.

A estrutura deve possibilitar o financiamento, por meio de dívida, de GPUs da NVIDIA e racks de data centers destinados a grandes provedores de computação em nuvem e empresas de nuvem especializadas.

Nesse modelo, as próprias GPUs poderiam servir como garantia dos empréstimos. Essa estrutura também reduziria o risco financeiro que a NVIDIA assume atualmente ao participar de acordos de financiamento circulares com empresas parceiras de nuvem, como a CoreWeave.

China amplia data centers na Mongólia Interior

A China também está construindo grandes data centers voltados para inteligência artificial em áreas desérticas da Mongólia Interior.

A região conta com grande disponibilidade de energia solar, o que reduz os custos de fornecimento de eletricidade para essas instalações.

Segundo a análise apresentada, essa estratégia pode ter um custo menor do que a abordagem adotada por Elon Musk, que envolve a instalação de data centers de inteligência artificial em órbita baixa da Terra.

Com as restrições sobre viagens de profissionais de IA e a expansão da infraestrutura de computação dentro do próprio território, a China avança em duas frentes ao mesmo tempo, enquanto a NVIDIA busca ampliar o acesso ao financiamento necessário para acompanhar o crescimento da infraestrutura de inteligência artificial.

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