Silent Hill: Townfall ganha primeiro gameplay e será em primeira pessoa na Escócia

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Durante a transmissão do State of Play, a Konami e a Annapurna Interactive divulgaram o primeiro trailer com gameplay de Silent Hill: Townfall.

O spin-off da famosa série de terror psicológico foi anunciado em 2022, mas só agora recebeu detalhes concretos. O estúdio responsável pelo projeto, antes conhecido como No Code, passou por uma mudança de nome e agora se chama Screen Burn.

Novas informações surgiram durante a apresentação Silent Hill Transmission. O jogo foi descrito como uma aventura completa e independente, ambientada na fria Escócia e totalmente em primeira pessoa.

A decisão marca uma mudança importante em relação aos títulos anteriores da franquia, que normalmente utilizam câmera em terceira pessoa.

Jon McKellan, roteirista e diretor do projeto, explicou que a equipe quis criar algo com identidade própria, trazendo um novo cenário para a série e repensando como Silent Hill poderia funcionar tanto em conceito quanto em jogabilidade sob a visão da Screen Burn.

Segundo o estúdio, a câmera em primeira pessoa muda a forma como o terror é sentido. O campo de visão mais limitado aumenta a tensão, já que o perigo pode estar fora da tela.

Para o designer principal Graeme McKellan, o que não é visto pode causar ainda mais medo do que aquilo que aparece diante do jogador.

O combate traz itens conhecidos, como pedaços de madeira, canos e armas de fogo. Ao mesmo tempo, o jogador poderá decidir entre enfrentar as ameaças ou tentar escapar delas.

O personagem principal, Simon Ordell, também pode espiar pelos cantos e por cima de paredes antes de agir, analisando o ambiente com cautela.

Um dos elementos centrais é o CRTV, uma pequena televisão portátil que funciona como uma nova versão do rádio clássico da série.

O jogador precisa erguer o aparelho e ajustar manualmente as frequências para encontrar trechos da história e identificar a posição de inimigos.

A estética analógica, já vista em outros projetos do estúdio, aparece novamente aqui, com foco em tecnologias que se aproximam de equipamentos reais.

A história acompanha Simon Ordell, descrito como um personagem complexo e humano, que retorna à cidade insular de St. Amelia após receber uma ligação misteriosa pedindo que ele volte ao local para resolver assuntos do passado.

A culpa é um dos temas centrais da narrativa. Jon McKellan afirmou que a intenção foi explorar diferentes formas como esse sentimento surge, como afeta as pessoas e se existe algum caminho para aceitar ou superar esse peso.

A trama segue o estilo característico da Screen Burn, com mistério conduzindo a experiência. Ao longo da jornada, o jogador descobre detalhes menores e revelações maiores, enquanto conhece personagens ligados diretamente a Simon.

Parte dos mistérios é esclarecida com o avanço da história, mas outros se tornam ainda mais profundos, incentivando a exploração da cidade.

A fictícia St. Amelia foi inspirada em locais reais da costa leste da Escócia, incluindo vilarejos de pescadores como St Monans.

A equipe visitou essas regiões para captar não apenas imagens, mas também o clima, o vento, os sons e até os cheiros típicos do litoral. Um dos principais elementos usados como referência foi o Haar, uma neblina densa comum nessa parte da Escócia.

Jon McKellan relembrou uma viagem inicial de pesquisa em que a névoa ficou tão espessa que ele e o irmão perderam a visão da costa e não conseguiam identificar a direção correta. A neblina sempre foi um componente marcante da série Silent Hill, e sua presença combina com a proposta do novo jogo.

Mesmo com uma equipe de cerca de 30 desenvolvedores, Silent Hill: Townfall será um título completo. A Annapurna Interactive informou que este será um dos maiores projetos já publicados pela empresa.

O jogo está em desenvolvimento para PlayStation 5 e PC, com versões confirmadas para Steam e Epic Games Store. O comunicado oficial indica data "a ser anunciada", mas as páginas nas lojas apontam lançamento previsto para 2026.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.