Samsung volta à disputa do HBM e mira liderança até 2027

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A Samsung voltou a ganhar força no mercado de memórias HBM após um período de instabilidade. A empresa sul-coreana, que por décadas liderou o fornecimento global de DRAM, passou por dificuldades quando a demanda por HBM começou a crescer.

Nos primeiros momentos do HBM3, a companhia não conseguiu certificações importantes de clientes como AMD e NVIDIA por causa de problemas no rendimento dos chips e em questões térmicas. Depois de uma mudança interna na estratégia, o cenário começou a mudar.

Atualmente, o negócio de HBM da Samsung aparece em uma posição bem mais sólida do que alguns trimestres atrás. A expectativa do mercado é que o HBM4 da empresa se torne a solução mais forte disponível nos próximos anos.

Esse avanço está ligado ao fato de a Samsung ter iniciado o desenvolvimento da DRAM 1c antes de outras fabricantes, além de ter trabalhado em conjunto com parceiros estratégicos para manter espaço na cadeia de fornecimento.

Durante o discurso de Ano-Novo, o co-CEO e chefe da divisão de chips da Samsung, Jun Young-hyun, comentou que clientes externos demonstraram uma visão positiva sobre o HBM4.

A fala indica que a empresa busca aproveitar a forte demanda vinda do setor de inteligência artificial. Segundo ele, alguns clientes chegaram a afirmar que a Samsung voltou ao jogo no HBM, mas ainda existem pontos a evoluir para ampliar a competitividade.

A declaração foi analisada pela Reuters. Os módulos HBM4 da Samsung contam com velocidades de pino que chegam a 11 Gbps, as mais altas do setor até o momento. Esse fator ajuda a explicar o interesse de empresas como a NVIDIA.

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Créditos da imagem: Bernstein

A ampla capacidade de produção de DRAM e uma estratégia interna voltada a preços mais competitivos também contribuíram para que a companhia ganhasse vantagem frente às rivais.

Projeções do mercado indicam que a participação da Samsung em HBM pode ultrapassar a da SK hynix até 2027, depois de ter perdido a liderança recentemente. As estimativas levam em conta contratos fechados nos últimos meses e o avanço tecnológico do HBM4.

Com a demanda por DRAM em níveis elevados, impulsionada por aplicações de inteligência artificial, fabricantes como Samsung, SK hynix e Micron veem um cenário positivo para as receitas futuras.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.