Os chips de memória LPDDR4 e LPDDR4X estão no mercado há cerca de 8 a 10 anos, mas a Samsung deve encerrar a produção desses modelos. A mudança estaria ligada ao foco em chips mais novos, como LPDDR5 e LPDDR5X, que têm maior valor comercial.
Com isso, clientes que ainda planejavam usar o padrão antigo terão que migrar para as versões mais recentes, mesmo com custos maiores.
A crise no mercado de DRAM não só elevou os preços dos componentes, como também reduziu as opções disponíveis para as empresas. Fabricantes como Qualcomm e MediaTek terão que ajustar seus planos de longo prazo.
Além disso, novos lotes de smartphones de um mesmo modelo podem chegar com desempenho melhor, mas também com preço mais alto, por conta do uso de memória LPDDR5.
Segundo informações do site The Elec, não há confirmação de que toda a produção de LPDDR4 será encerrada, mas a tendência é de redução para ampliar a oferta de LPDDR5 e LPDDR5X.
Pedidos antigos ainda devem ser atendidos, porém novos envios só devem acontecer com a adoção do padrão mais recente.
Isso afeta diretamente fabricantes de smartphones e chips, incluindo Qualcomm, MediaTek e a própria divisão Mobile Experience da Samsung.
A empresa deve começar a usar LPDDR5 até em chips Exynos mais simples, que antes utilizavam LPDDR4. Aparelhos como o Galaxy A17, que usam LPDDR4X, podem passar a contar com LPDDR5 em versões futuras.
A mudança traz mais velocidade de memória, mas também pode elevar o preço final. Com essa decisão, a Samsung altera o que as empresas podem comprar e também impacta o consumidor.
Na prática, quem já tem um Galaxy A17 pode perceber que o aparelho ficou atrás das versões mais novas, enquanto quem pretende comprar o mesmo modelo pode pagar mais caro por melhorias pontuais.
Esse cenário está ligado à alta demanda por memória impulsionada pela inteligência artificial, que reduziu a oferta disponível no mercado.