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Samsung retoma liderança no mercado de DRAM após reestruturação na área de HBM

Samsung retoma liderança no mercado global de memória DRAM após mudanças estratégicas e alta demanda por tecnologia de alto desempenho.
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A Samsung voltou a ocupar a primeira posição no mercado global de memória DRAM após perder espaço para concorrentes nos últimos trimestres.

A retomada aconteceu depois de mudanças na estratégia da empresa para o segmento de memórias HBM, que começaram a gerar resultado. Nos últimos anos, a Samsung liderou o setor de memória e manteve uma das maiores capacidades de produção de DRAM do mundo.

Mesmo assim, no ano passado a companhia não atingiu metas importantes, o que abriu espaço para a concorrência avançar. Com isso, a liderança passou para a SK hynix.

Agora, segundo dados da empresa de análise Omdia, divulgados pelo jornal Chosun, a fabricante sul-coreana retomou o topo impulsionada pelo novo ciclo de alta da DRAM e por uma mudança mais agressiva na área de HBM. A participação de mercado da Samsung em DRAM chegou a 36,6%.

Já a SK hynix caiu para 32,9%. Um dos fatores que ajudaram nessa recuperação foi o fechamento de contratos importantes para fornecimento de HBM3E com empresas como NVIDIA e AMD, além de fabricantes de chips personalizados (ASICs).

A empresa também está posicionada para atender à demanda da próxima geração HBM4 e já faz parte da linha Vera Rubin da NVIDIA, movimento visto como um avanço relevante dentro do setor de memória.

Outro ponto que contribuiu para o crescimento foi a procura por DRAM de uso geral. Módulos como DDR5, LPDDR e SOCAMM tiveram forte adoção por grandes empresas de tecnologia que operam data centers em larga escala.

A ampla capacidade de produção da Samsung tem direcionado uma parcela expressiva da demanda corporativa para a companhia. Projeções indicam que a participação pode crescer ainda mais em 2026.

Enquanto isso, a Micron Technology também perdeu participação e agora aparece com 22,9% do mercado. Com a transição para a era da HBM4, o mercado acompanha os próximos passos da Samsung.

A empresa trabalha com altas velocidades de pinos e chips lógicos internos, o que pode ampliar a capacidade de fornecimento para clientes que buscam memória de alto desempenho, cenário que inclui aplicações em inteligência artificial e grandes centros de dados.

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