A NVIDIA confirmou o cronograma da sua plataforma de IA de próxima geração, Vera Rubin, mas as GPUs atuais da empresa continuam com forte procura por parte de companhias de inteligência artificial, o que também tem aumentado os preços das gerações anteriores.
A NVIDIA divulgou hoje os resultados financeiros do primeiro trimestre fiscal de 2027, com receita recorde de US$ 81,6 bilhões, cerca de R$ 445 bilhões na cotação atual.
O valor representa crescimento de 85% em relação ao mesmo período do ano passado. Grande parte da receita veio da divisão de Data Center, que somou US$ 75,24 bilhões. Já o segmento de Edge Computing registrou US$ 6,3 bilhões.
Receita por plataforma de mercado
(em milhões de dólares)
| Categoria | 1º Tri FY27 | 4º Tri FY26 | 1º Tri FY26 | Trimestre a Trimestre | Ano a Ano |
|---|---|---|---|---|---|
| Data Center | US$ 75,2 bilhões | US$ 62,3 bilhões | US$ 39,1 bilhões | 21% | 92% |
| Hyperscale | US$ 37,8 bilhões | US$ 33,8 bilhões | US$ 17,5 bilhões | 12% | 115% |
| Nuvens de IA, Indústria e Empresas | US$ 37,3 bilhões | US$ 28,5 bilhões | US$ 21,5 bilhões | 31% | 74% |
| Edge Computing | US$ 6,3 bilhões | US$ 5,8 bilhões | US$ 4,9 bilhões | 10% | 29% |
| Total | US$ 81,6 bilhões | US$ 68,1 bilhões | US$ 44 bilhões | 20% | 85% |
Durante a apresentação dos resultados, a NVIDIA comentou a procura contínua pelos sistemas Blackwell GB300 e NVL72, usados em modelos avançados de IA e grandes empresas de nuvem.
Segundo a empresa, centenas de milhares de GPUs Blackwell já estão instaladas em várias regiões do mundo. O número de data centers parceiros com consumo acima de 10 megawatts quase dobrou em um ano e chegou a mais de 80 unidades.
A diretora financeira da NVIDIA, Colette Kress, disse que Blackwell teve o lançamento mais rápido da história da companhia. Ela também comentou que a plataforma tem baixo custo de geração de tokens em tarefas de inferência.
"A demanda por GB300 e BL72 foi muito forte, com empresas de modelos de ponta e hyperscalers implantando centenas de milhares de GPUs Blackwell. Esse foi o lançamento de produto mais rápido da história da companhia." — Colette Kress, CFO da NVIDIA
Ao mesmo tempo, a NVIDIA vê aumento nos preços de GPUs mais antigas. Jensen Huang comentou recentemente que isso faz parte do chamado efeito "Fine Wine", quando produtos antigos continuam valorizados por causa da procura.
Com a falta de GPUs no setor de IA, placas anteriores também ficaram mais caras. O modelo Hopper H100 teve aumento de 20% no preço de aluguel desde o começo do ano.
Já a A100, baseada na arquitetura Ampere, subiu quase 15% em comparação com o ano passado. Provedores de nuvem também estão ampliando o acesso a empresas de IA usando infraestrutura mais antiga para atender à demanda atual.
"O preço do aluguel da H100 subiu 20% no acumulado do ano, enquanto os preços da A100 em nuvem aumentaram quase 15%." — Colette Kress, CFO da NVIDIA
Mesmo com a forte demanda por Blackwell, Hopper e Ampere, a atenção agora está voltada para a plataforma Vera Rubin.
A nova geração faz parte do ecossistema Extreme Co-Design da NVIDIA, que reúne vários chips e soluções de software voltadas para IA agentic.
A NVIDIA informou que Vera Rubin já entrou em produção. Os primeiros envios estão programados para o terceiro trimestre de 2026.
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Depois disso, a empresa pretende ampliar a produção no quarto trimestre e aumentar os envios ao longo do primeiro semestre de 2027.
Jensen Huang comentou que o ritmo anual de lançamentos da companhia segue acelerado. Depois de Rubin, a NVIDIA já planeja Rubin Ultra em 2027 e Feynman em 2028.
A empresa também iniciou a produção em massa dos processadores Vera CPU, voltados para racks de servidores. As primeiras unidades já começaram a ser entregues para clientes iniciais como OpenAI, SpaceXAI, Oracle e Anthropic.
"Estamos no caminho para iniciar os envios de produção da Vera Rubin na segunda metade deste ano, começando no terceiro trimestre." — Jensen Huang, CEO da NVIDIA
"Quando chegarmos ao quarto trimestre, provavelmente veremos a expansão da produção continuar. A demanda já está planejada." — Jensen Huang, CEO da NVIDIA
Jensen Huang também comentou que a inferência continua sendo uma das áreas de maior crescimento para a companhia. Segundo ele, a NVIDIA vem ampliando rapidamente sua participação nesse segmento.
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O executivo disse ainda que Vera Rubin teve um início muito positivo e pode superar Grace Blackwell em adoção entre empresas que desenvolvem modelos avançados de IA.
"Toda empresa de modelos de ponta deve adotar Vera Rubin desde o começo. Isso não aconteceu da mesma forma com Blackwell." — Jensen Huang, CEO da NVIDIA
A NVIDIA segue ampliando sua presença no mercado de infraestrutura para inteligência artificial. Enquanto Blackwell continua registrando alta demanda e aumentando a receita da empresa, Vera Rubin já aparece como a próxima aposta da companhia para atender a nova fase da IA agentic nos próximos anos.
