O DLSS Multi Frame Generation segue restrito oficialmente às placas GeForce RTX 50 Blackwell. Mas, a comunidade de mods conseguiu rodar a tecnologia em três gerações anteriores da NVIDIA.
Os novos projetos executam o próprio código do DLSS Multi Frame Generation nas arquiteturas Ada Lovelace, Ampere e até Turing.
A abordagem é diferente das soluções anteriores, que colocavam o Frame Generation do AMD FSR no lugar da tecnologia da NVIDIA.
RTX 40 já conta com ferramentas avançadas
A série RTX 40 Ada Lovelace está em um estágio mais avançado. O RTX40MFG-Unlock, criado por Dashdogy, funciona com DirectX 12 e Vulkan.
A ferramenta atende jogos que já contam com DLSS Frame Generation por meio do framework Streamline, da NVIDIA. O projeto inclui multiplicadores fixos de MFG, além de modos experimentais com multiplicadores maiores e até dinâmicos.
Outros desenvolvedores seguiram caminhos diferentes. O MFGAdaUnlock-RenoDx, de Mavismmg, utiliza ReShade e RenoDX para aplicar a tecnologia.
Já o mfg-unlock, de matiasLombo, reconstrói para Ada os kernels do DLSS MFG criados originalmente para a arquitetura Blackwell.

DLSS MFG chega às placas RTX 30
Os usuários da série RTX 30 Ampere também ganharam uma alternativa. O dlssg_for_sm86, de sdli1995, cria uma base SM86 para o runtime do DLSS MFG.
SM86 identifica a capacidade computacional CUDA da geração Ampere. Com essa adaptação, placas RTX 30 conseguem rodar DLSS Multi Frame Generation nos modos 2X, 3X e 4X em jogos compatíveis.
A versão atual reúne o arquivo runtime/DLL 310.1.X do DLSS MFG e uma base SM86 personalizada. Os testes foram feitos em uma RTX 3080 Ti.
A compatibilidade ainda é limitada. Usuários relatam a falta da opção de Frame Generation, travamentos e artefatos visuais em determinados jogos.

RTX 20 também entra nos testes
Até a série RTX 20 Turing passou a fazer parte dos experimentos. O dlssg_for_sm75, de Coldwood1026, adapta o projeto para Ampere à capacidade computacional CUDA SM75.
A modificação reconstrói os kernels necessários do DLSS MFG e altera as verificações de arquitetura. O trabalho ainda está em fase inicial.
Até agora, o desenvolvedor verificou o mod em uma RTX 2060 Max-Q com The Witcher 3 no DirectX 12. Nesse teste, foi possível ativar a opção de DLSS Frame Generation dentro do jogo.
Ainda não há base para considerar ampla compatibilidade com outras placas ou títulos. Todos esses mods são experimentais e podem parar de funcionar após atualizações de jogos, drivers, NVIDIA App ou do runtime do DLSS.

A NVIDIA também mantém amplo controle sobre o NGX e o plugin fechado do DLSS MFG para Streamline. Uma atualização OTA do Streamline e dos runtimes do DLSS MFG já interrompeu por um período os primeiros métodos usados na RTX 40.
A comunidade encontrou uma nova saída depois disso. A empresa ainda pode restringir os drivers ou o framework Streamline e tornar parte dessas técnicas inutilizável no futuro.








