Lançado há menos de um ano, Clair Obscur: Expedition 33 rapidamente ganhou espaço entre os jogos mais comentados do período.
O RPG criado pela Sandfall Interactive acumulou recordes em prêmios de Jogo do Ano e conquistou o público com mecânicas inspiradas nos JRPGs clássicos e um trabalho artístico que chama atenção pelo nível de detalhe.
O cuidado com a direção de arte foi tão realista que acabou gerando uma situação inusitada no Oriente Médio. Um usuário do Reddit, identificado como Ahmed15252, contou no fórum do jogo que o "Expedition Journal", item incluído na edição especial Monolith Set, foi retido pela alfândega sob suspeita de ser um objeto antigo.
Segundo o relato, os agentes abriram o pacote e acharam que o livro parecia antigo demais por causa dos desenhos, símbolos e da aparência geral.
Com isso, o material foi encaminhado ao Museu do Iraque e a um comitê técnico para confirmar que se tratava de um livro de arte moderno ligado a um videogame, e não de um artefato histórico recém-descoberto.
O próprio usuário tratou o episódio com ironia ao comentar que foi uma "experiência nota 10" e que provavelmente importaria história de novo por acidente.
Apesar de muitos críticos afirmarem que o jogo merecia estar em um museu pelo seu visual, poucos imaginavam que isso aconteceria após uma apreensão na alfândega.
Se no Iraque houve confusão por parecer um objeto histórico, na França o reconhecimento veio de forma oficial. Recentemente, a equipe da Sandfall Interactive recebeu o título de Chevalier de l'Ordre des Arts et des Lettres, uma das maiores honrarias culturais do país.
A condecoração foi entregue pela ministra da Cultura da França, Rachida Dati, que classificou a premiação como uma distinção excepcional por um sucesso fora do comum, um tipo de reconhecimento ainda raro na indústria de videogames.








