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Bloodborne chega ao PC com um port nativo não oficial

Bloodborne ganha port nativo não oficial para PC com Linux. O bbport usa os arquivos do PS4 e inclui AMD FSR, menu gráfico e ajustes de desempenho.
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Bloodborne ganhou uma adaptação não oficial para PC. Chamado bbport, o projeto foi feito para rodar o jogo da FromSoftware diretamente em computadores com Linux.

Ele faz parte de uma série de adaptações recentes de jogos exclusivos de consoles para PC, com funções extras. Entre eles está Super Smash Bros. Melee, clássico do GameCube.

Bloodborne era um dos títulos das últimas gerações com mais pedidos por uma versão para computador. Agora, essa opção existe por meio de um projeto feito para esse jogo.

Como o bbport roda Bloodborne no PC

O bbport está disponível no GitHub, mas exige os arquivos originais do jogo. Ele usa o executável de PlayStation 4 da edição CUSA03173, na versão 1.09.

Segundo a descrição do projeto, o código do jogo roda diretamente em PCs Linux com arquitetura x86-64. O bbport não é um emulador feito para executar vários títulos.

Uma pequena camada de software, criada para Bloodborne, substitui as bibliotecas de sistema do PS4. Elas possuem as funções necessárias para o jogo funcionar.

A parte gráfica usa uma base do emulador shadPS4, bastante modificada para esse projeto. Ela converte as tarefas gráficas para Vulkan.

Também há suporte ao AMD FSR 3.1, FSR 4 e FSR 4.1.1. Esses recursos usam dados de quadros anteriores para reconstruir a imagem em uma resolução maior.

O que muda em relação à emulação

Bloodborne já está entre os jogos de PS4 com melhor emulação no PC. Por isso, uma versão nativa pode parecer pouco necessária para parte dos jogadores.

Essa dúvida faz sentido porque a parte gráfica do bbport usa o renderizador e o recompilador de shaders do shadPS4, responsáveis por processar os gráficos do jogo.

A execução nativa, porém, reduz o trabalho extra que a emulação exige do processador. O projeto também inclui ajustes dentro do próprio jogo.

Há um menu onde você pode trocar o método de reconstrução de imagem, os perfis gráficos e a resolução de saída. Também é possível desligar efeitos sem editar arquivos de configuração.

Entre esses efeitos estão a profundidade de campo, que desfoca áreas fora de foco, o desfoque de movimento e o SSAO, que acrescenta sombras em áreas de contato e cantos.

Diferenças entre bbport e shadPS4

Os desenvolvedores do bbport reuniram as principais diferenças entre as duas formas de rodar Bloodborne no Linux:

RecursoshadPS4bbport
Jogos compatíveisEmulador de PS4 voltado a vários jogos.Feito apenas para Bloodborne na versão 1.09.
CarregamentoUsa um carregador próprio de arquivos ELF e emula o núcleo do sistema durante a execução.Converte o executável eboot antes de abrir o jogo, com ferramentas da pasta scripts/. O arquivo resultante incorpora as bibliotecas libc e Fios2 do PS4. Um carregador escrito em C coloca esse arquivo na memória e inicia o jogo. O carregador e a camada de execução somam cerca de 5 mil linhas de código.
Bibliotecas do sistemaReproduz um conjunto amplo de funções do sistema operacional do PS4 por meio de emulação de alto nível, chamada HLE.Usa uma camada pequena, nos arquivos src/runtime_*.c, que implementa apenas as funções usadas por Bloodborne: memória, tarefas paralelas, sincronização, arquivos, áudio, incluindo ATRAC9, controle, partidas salvas e AppContent.
Processamento gráficoUsa o núcleo de vídeo e o recompilador de shaders do shadPS4.Incorpora esse mesmo núcleo, sob licença GPL, com cerca de 200 alterações identificadas por bbport:. Também acrescenta processamento de desenho em duas etapas, reutilização de estados de renderização e conjuntos de texturas, recursos intermediários para escala de renderização, vetores de movimento, FSR 3.1, FSR 4 e FSR 4.1.1, captura de quadros e análise de desempenho da GPU.
Divisão das tarefas gráficasUma única linha de execução processa todos os comandos, o que limita o desempenho em Bloodborne.A interpretação dos comandos e o registro das operações de desenho ficam em linhas de execução separadas. O trabalho é distribuído conforme a capacidade do processador de executar tarefas em paralelo, inclusive no Steam Deck.
Reconstrução de imagemSem recurso indicado no comparativo.Usa FSR 3.1, FSR 4 e FSR 4.1.1, com dados de quadros anteriores, vetores de movimento do próprio jogo e pequenos deslocamentos na amostragem da imagem, chamados jitter.
Modificações no jogoO emulador aplica arquivos de modificações.Usa as mesmas modificações da comunidade, compiladas na inicialização pelo arquivo scripts/patches.py. A resolução de renderização, os efeitos e a taxa de quadros por segundo podem ser ajustados no programa de inicialização.

Partes mais avançadas ainda podem ter problemas

Bloodborne ainda não foi jogado do começo ao fim nesse port. Por isso, trechos mais avançados podem apresentar problemas que ainda precisam de correção.

A adaptação é uma boa novidade para quem prefere alternativas a emulação. Essa é outra forma de jogar um dos títulos mais singulares da FromSoftware.

Bloodborne também está entre os jogos que mostram como Hidetaka Miyazaki e o estúdio mantêm suas escolhas de criação sem abrir mão delas.