Um dos diretores criativos e programador-chefe de ARK: Survival Ascended, Jeremy Stieglitz, comentou sobre os planos do estúdio para levar o jogo ao Nintendo Switch 2.
Em uma conversa longa, ele explicou que o projeto só se tornou viável após os testes com o Unreal Engine 5.7, versão que trouxe ganhos grandes de desempenho durante o desenvolvimento.
Segundo Stieglitz, o estúdio já vinha testando a nova versão do motor gráfico enquanto analisava a adaptação do jogo para o Switch 2.
Durante esses testes internos, a equipe percebeu que a versão para o novo console da Nintendo só funciona com o Unreal Engine 5.7. Antes disso, o desempenho não atingia o nível mínimo esperado.
Mesmo assim, a atualização do motor não resolve tudo sozinha, o que levou o time a estudar o uso de geração de quadros, usando tecnologias como NVIDIA DLSS ou AMD FSR 3.1.
O ganho de desempenho do Unreal Engine 5.7 não se limita ao PC. As melhorias também chegam aos consoles, o que deve beneficiar jogadores de Xbox e PlayStation.
A expectativa do estúdio é alcançar uma taxa estável de 60 quadros por segundo nessas plataformas, algo que ainda não foi totalmente alcançado até agora.
Para esses usuários, a atualização do motor gráfico também deve trazer avanços claros na performance geral. No caso do Nintendo Switch 2, o estúdio já tem uma versão funcional do jogo, mas o desempenho ainda ficou bem abaixo do necessário.
Em relação à memória, a situação é considerada boa, já que o Switch 2 conta com mais memória endereçável do que o Xbox Series S.
Como o jogo já foi ajustado para o Series S, a equipe não encontrou problemas sérios nesse ponto. O maior obstáculo está na GPU do Switch 2, que é mais fraca.
Mesmo assim, os principais recursos gráficos estão ativos, com a meta de manter um visual próximo ao do Xbox Series X e do PlayStation 5, ainda que em resolução menor. Para atingir esse padrão visual, recursos como Lumen e Nanite são vistos como importantes.
As sombras, por outro lado, podem usar um método mais antigo sem grande prejuízo visual, já que a resolução do Switch 2 seria de 1080p no modo portátil e 1440p no modo dock, bem abaixo do 4K usado em outros consoles.
Mesmo com esses ajustes, cenas com vegetação e mapas abertos continuam pesando muito, deixando o desempenho cerca de 50% abaixo do alvo desejado.
Stieglitz deixou claro que a versão do Switch 2 não deve rodar a 60 quadros por segundo. A meta realista é alcançar 30 FPS estáveis. Antes dos testes com o Unreal Engine 5.7, o jogo ficava bem distante disso.
Com a nova versão do motor, houve um ganho geral entre 33% e 40% na taxa de quadros, principalmente em cenas limitadas pela GPU. Ainda assim, o jogo continua rodando perto de 20 FPS, abaixo do ideal.
Por isso, o estúdio passou a testar a geração de quadros. O problema é que essa tecnologia não pode ser ativada de forma simples no Switch 2. A NVIDIA, responsável pela GPU do console, ainda não confirmou suporte ao DLSS com geração de quadros.
A AMD tem uma API aberta de interpolação de quadros que, em teoria, poderia funcionar no Switch 2, mas não existe uma versão pronta para o console. Isso exigiria um trabalho extra de adaptação ou parceria direta com a empresa.
Enquanto esses testes seguem em andamento, o estúdio evita confirmar uma data de lançamento para o Switch 2. A prioridade é alcançar uma experiência sólida perto de 30 FPS.
Stieglitz comentou que prefere chegar a essa taxa sem geração de quadros, mas, caso o jogo atinja algo entre 20 e 25 FPS nativos, a interpolação pode ajudar a passar dos 30 FPS de forma aceitável.
Sobre o uso de DLSS, o estúdio confirmou que a tecnologia de super resolução funciona bem no Switch 2, ajudando na nitidez da imagem e no aumento de resolução.
Já a parte de geração de quadros segue incerta. A NVIDIA não deu uma resposta definitiva sobre esse suporte no console, o que mantém a situação em aberto.
Outro ponto confirmado é que, caso ARK: Survival Ascended chegue ao Nintendo Switch 2, o jogo fará parte da mesma comunidade de PC, PlayStation 5 e Xbox Series S|X. A ideia é manter partidas online compartilhadas e acesso ao mesmo conteúdo.
Isso seria diferente do que aconteceu no Nintendo Switch original, que recebeu uma versão separada e mais limitada de ARK: Survival Evolved, o que dificultou a manutenção e afetou a recepção do jogo.
O estúdio afirma que não pretende repetir esse modelo no Switch 2. Se o lançamento acontecer, será uma versão completa, integrada às outras plataformas e com suporte a crossplay desde o início.








