A NVIDIA deve continuar como a maior cliente da TSMC em 2027, mas a próxima geração de processadores para servidores da AMD pode ultrapassar as CPUs Vera em volume de unidades produzidas, segundo uma análise do Morgan Stanley.
O relatório aponta que a demanda por tecnologias avançadas de empacotamento continua crescendo com a expansão da inteligência artificial baseada em agentes (Agentic AI).
Os processadores passaram a consumir uma parcela cada vez maior dessa capacidade, acompanhando o aumento da necessidade de poder computacional para aplicações de IA.
NVIDIA seguirá como principal cliente da TSMC
O Morgan Stanley estima que a TSMC alcance uma capacidade de produção de cerca de 200 mil wafers por mês em 2027. A NVIDIA deve continuar como a principal cliente da empresa para a tecnologia de empacotamento CoWoS.
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A fabricante utiliza o CoWoS-L em suas GPUs de IA, como Blackwell e Rubin, enquanto o CoWoS-R é usado nas CPUs Vera.
Segundo a projeção, o consumo de CoWoS-L pode chegar a aproximadamente 910 mil unidades em 2027, crescimento de cerca de 40% em relação ao ano anterior.
Já os envios das CPUs Vera devem dobrar no mesmo período. Com isso, o Morgan Stanley estima que a receita da divisão de data center da NVIDIA cresça 52% em comparação com 2026.
"A NVIDIA usa o CoWoS-L da TSMC como única solução para todos os seus produtos de GPU para IA, como Blackwell e Rubin. O consumo de CoWoS-L em 2027 pode chegar a cerca de 910 mil unidades, alta de aproximadamente 40% na comparação anual. A forte demanda pelo CoWoS-R também indica espaço para ampliar os produtos de IA. Com isso, estimamos crescimento de 52% na receita de data centers da NVIDIA em 2027."
AMD EPYC Venice pode ultrapassar Vera em volume
Ao mesmo tempo, a AMD também avança na produção de sua próxima plataforma para servidores, a EPYC Venice, fabricada pela TSMC. O processador será baseado na arquitetura Zen 6 e utilizará o processo de fabricação de 2 nanômetros da TSMC.
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Já a CPU Vera da NVIDIA será produzida no processo de 3 nanômetros. De acordo com o Morgan Stanley, as CPUs Vera devem atingir cerca de 5,75 milhões de unidades em 2027.
A própria NVIDIA já disse anteriormente que pretende se tornar a maior fornecedora de CPUs em 2026. Mesmo assim, a expectativa do banco é que a AMD alcance um volume ainda maior.
A previsão indica que as CPUs EPYC Venice cheguem a aproximadamente 6,75 milhões de unidades em 2027, cerca de 17% acima das Vera e 5,4 vezes mais do que o volume estimado para 2026.
Enquanto a Vera foi desenvolvida para aplicações de Agentic AI, a EPYC Venice atende tanto cargas de trabalho de inteligência artificial quanto computação de alto desempenho (HPC).
"Com base em nossas projeções de consumo do CoWoS, a CPU Vera de 5nm da NVIDIA pode chegar a 5,75 milhões de unidades em 2027, enquanto a Venice de 2 nm da AMD pode atingir 6,75 milhões de unidades no mesmo período, contra aproximadamente 1,25 milhão em 2026."
Chips personalizados ganham espaço
O relatório também aponta que o maior concorrente para NVIDIA e AMD pode não ser uma à outra, mas sim o crescimento dos chips personalizados.
Empresas de inteligência artificial, como OpenAI, Google e Amazon, estão desenvolvendo ou ampliando seus próprios projetos de processadores. Esse movimento tende a aumentar a disputa entre soluções internas e chips fornecidos por fabricantes tradicionais.
Mesmo com a demanda por poder computacional permanecendo alta, a produção própria de chips por empresas de IA pode aumentar a pressão sobre a oferta e a demanda do mercado nos próximos anos.
