A AMD anunciou oficialmente a nova linha de APUs para computadores de mesa chamada AMD Ryzen AI 400. Os novos chips chegam com até 8 núcleos de CPU e 8 núcleos de GPU e usam o soquete AM5, plataforma atual da empresa para desktops.
Esses processadores levam para PCs de mesa a arquitetura conhecida como Strix Point, tecnologia que até então aparecia principalmente em notebooks.
Com isso, a fabricante amplia o alcance dessa geração de chips. A linha combina a arquitetura de CPU Zen 5 com gráficos integrados baseados na arquitetura RDNA 3.5, que estreia em iGPUs para desktop.
Outro componente presente é a unidade dedicada a inteligência artificial baseada na arquitetura XDNA 2. Segundo a empresa, essa NPU pode alcançar até 50 TOPS de capacidade de processamento voltada para tarefas de IA.
Os chips também contam com suporte ao recurso Copilot+ PC, ligado às funções de inteligência artificial do sistema operacional.
De acordo com a AMD, os Ryzen AI 400 foram projetados para oferecer desempenho de classe desktop com eficiência energética parecida com a de chips usados em notebooks.
Esse equilíbrio pode ajudar na criação de computadores menores, com menor consumo de energia e funcionamento mais silencioso dentro da plataforma AM5.
A nova família é formada por seis modelos. Entre eles estão o Ryzen AI 7 PRO 450G e 450GE, além dos Ryzen AI 5 PRO 440G, 440GE, 435G e 435GE.
As versões identificadas com a letra "G" contam com gráficos integrados baseados em RDNA 3.5, enquanto os modelos "GE" não incluem GPU integrada.
Nos detalhes técnicos, os chips da série Ryzen AI 7 450G contam com até 8 núcleos e 16 threads, frequência máxima de 5,1 GHz e 24 MB de cache combinado. Esses modelos utilizam a GPU integrada Radeon 860M com 8 unidades de computação.
Já os modelos da linha Ryzen AI 5 trazem 6 núcleos e 12 threads, frequência de até 4,8 GHz e 22 MB de cache. A parte gráfica nesses chips fica por conta da Radeon 840M, que conta com 4 unidades de computação.
Todos os processadores da série também incluem a NPU XDNA 2 com capacidade de 50 TOPS, além das tecnologias corporativas AMD Pro Technologies e compatibilidade com Copilot+.
Apesar da chegada da arquitetura Strix Point aos desktops, as versões para computadores de mesa não utilizam todo o potencial visto em chips móveis.
As APUs Strix e Gorgon voltadas para notebooks podem chegar a até 12 núcleos de CPU e até 16 unidades de computação RDNA 3.5, números mais altos que os apresentados na linha desktop.
Outro ponto importante é a forma de lançamento. Os Ryzen AI 400 foram criados para computadores de mesa com soquete AM5, mas a distribuição inicial será restrita a fabricantes de computadores prontos.
Isso significa que os chips chegarão primeiro em máquinas montadas por empresas parceiras. Entre os parceiros da AMD nesse lançamento estão fabricantes conhecidos do mercado de PCs, como Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo.
A previsão é que os produtos com esses processadores apareçam comercialmente a partir do segundo trimestre de 2026. Uma versão para venda direta ao público que monta o próprio PC ainda não tem data, mas lançamentos anteriores indicam que isso pode ocorrer alguns meses depois.
A chegada da linha Ryzen AI 400 leva a arquitetura Strix Point para computadores de mesa e coloca recursos de inteligência artificial diretamente no processador. Os chips combinam CPU Zen 5, gráficos RDNA 3.5 e uma NPU XDNA 2 voltada para tarefas de IA.
Mesmo com especificações menores que as versões móveis, a série amplia o uso de recursos de IA em desktops com soquete AM5 e deve aparecer primeiro em PCs de fabricantes parceiros antes de chegar ao público que monta seu próprio computador.








