Tesla retoma projeto Dojo3 e anuncia nova geração de chips

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A Tesla decidiu ampliar de forma mais intensa o investimento em chips próprios e quer competir diretamente com as principais soluções da NVIDIA.

Elon Musk disse que a empresa planeja produzir os chips em maior volume do mundo e avançar rapidamente nas próximas gerações de silício.

Segundo o executivo, a montadora pretende desenvolver até quatro novas gerações de chips personalizados e retomou o projeto do supercomputador Dojo3, que havia sido interrompido meses atrás.

Na época, a Tesla dependia de equipamentos de empresas como a NVIDIA e perdeu parte da equipe responsável pelo projeto, o que levou à paralisação.

Agora, com a retomada do Dojo3, a empresa indica que precisa de mais poder de processamento para seus sistemas de inteligência artificial.

Há poucas informações sobre a estrutura do Dojo3, mas as publicações de Musk indicam que o sistema deve usar o chip AI5, com foco em uma plataforma única para veículos e para o robô humanoide Optimus.

O CEO também afirmou que o AI5 será o chip com maior volume de produção da empresa, com clusters mais amplos do que os usados em projetos anteriores.

Musk também disse que a Tesla pretende avançar até a geração AI9, com novos chips lançados a cada nove meses, em um ritmo parecido com o da NVIDIA.

A estratégia busca reduzir custos quando o pacote de direção autônoma completa, o FSD, se tornar mais comum. Ao controlar a própria cadeia de chips, a empresa pode ajustar o hardware às suas necessidades e tentar ganhar vantagem frente a concorrentes.

Sobre o desempenho do AI5, Musk disse que um único chip deve atingir nível próximo ao da arquitetura Hopper e que, com dois chips no mesmo pacote, o resultado se aproxima do Blackwell.

Ele falou que o preço do AI5 será muito baixo, como parte do plano de criar um ecossistema de chips mais barato. Especialistas lembram que o desenvolvimento de semicondutores exige muitos anos de experiência e envolve várias etapas críticas, como projeto, testes e estabilidade do silício.

As declarações indicam que a Tesla quer se tornar uma nova grande fabricante de chips, mas o sucesso depende da capacidade de executar todo o processo de produção com qualidade.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.