Samsung perde espaço em celulares dobráveis enquanto Apple prepara iPhone Fold

Samsung perde espaço no mercado de celulares dobráveis nos EUA, caindo de 65,6% para 50,9% entre 2024 e 2025.
Imagem de: Samsung perde espaço em celulares dobráveis enquanto Apple prepara iPhone Fold

A participação da Samsung no mercado de celulares dobráveis nos Estados Unidos já começou a cair, mesmo antes do lançamento do iPhone dobrável da Apple.

Um relatório recente da Counterpoint Research aponta que a empresa perdeu espaço para concorrentes como Google e Motorola, enquanto o iPhone Fold ainda nem chegou ao mercado.

A Samsung teve vantagem quando lançou o Galaxy Fold em 2019, sendo uma das primeiras fabricantes a apostar nesse formato.

Com o passar dos anos, as atualizações anuais foram vistas como pouco inovadoras. Esse cenário acabou abrindo espaço para outras empresas ampliarem presença no segmento.

Segundo a Counterpoint Research, a Motorola foi a empresa que mais cresceu no mercado norte-americano de dobráveis entre 2024 e 2025.

A participação da marca subiu de 30,1% para 44,1% nesse período. No mesmo intervalo, a Samsung perdeu espaço e caiu de 65,6% para 50,9%.

Já o Google teve crescimento menor, com aumento de apenas 0,7 ponto percentual. Esse movimento acontece em um momento em que os novos dobráveis da Samsung não têm apresentado mudanças consideradas relevantes.

Participação de mercado de smartphones dobráveis na América do Norte por fabricante, 2025 vs 2024
Fonte: Counterpoint Research

O Galaxy Z Fold 8, por exemplo, deve trazer poucas diferenças em relação ao modelo anterior. Entre as possíveis novidades, estão o retorno do suporte à S Pen e a redução do vinco da tela interna.

Mesmo assim, essa melhoria deixou de ser um grande diferencial. Isso acontece porque concorrentes já avançaram nesse ponto. O Oppo Find N6, anunciado recentemente, chegou com tela dobrável com vinco quase imperceptível.

Ao mesmo tempo, a Apple prepara a estreia do seu primeiro dobrável, conhecido informalmente como iPhone Fold. O lançamento é esperado para o segundo semestre do ano atual.

O dispositivo deve chegar com mudanças estruturais voltadas para aumentar a durabilidade e reduzir o vinco da tela. Relatórios indicam que o iPhone Fold poderá usar uma dobradiça com material chamado "liquid metal".

Esse tipo de construção tende a melhorar a resistência ao desgaste. Além disso, a Apple avalia utilizar uma estrutura de tela com duas camadas de vidro ultrafino, conhecidas como UTG e UFG.

Essa abordagem busca reduzir danos causados pelo movimento constante de abrir e fechar o aparelho. A distribuição de pressão durante a dobra também deve ser melhorada, o que pode aumentar a vida útil do dispositivo.

Outro ponto citado envolve o uso de um filtro de cor aplicado diretamente na camada de encapsulamento do painel OLED. Essa tecnologia, chamada CoE (Color Filter on Encapsulation), pode deixar a tela mais fina e leve.

O consumo de energia também tende a cair. Nesse método, o polarizador tradicional mais espesso é substituído por uma camada mais fina.

Quando combinado com uma camada de definição de pixels preta, conhecida como PDL, ocorre maior transmissão de luz e redução do gasto energético. Em aparelhos dobráveis, telas mais finas diminuem a pressão na dobra e ajudam a aumentar a durabilidade.

Diante desse cenário, a Apple pode entrar no mercado com um produto tecnicamente competitivo. Enquanto isso, a Samsung trabalha em uma possível resposta.

Rumores apontam para o desenvolvimento do Galaxy Wide Fold, que pode adotar formato semelhante a um passaporte, parecido com o esperado iPhone Fold.

Mesmo assim, o movimento da Samsung é visto como uma reação tardia. A empresa tenta responder à concorrência enquanto perde espaço em um mercado que ajudou a criar.

A Samsung ainda lidera o mercado de celulares dobráveis na América do Norte, mas já enfrenta perda de participação para Motorola e Google. Esse recuo ocorre antes mesmo da entrada da Apple no segmento, o que aumenta a pressão sobre a fabricante sul-coreana.

Com a chegada do iPhone Fold, a disputa tende a ficar mais intensa, principalmente se a Apple entregar avanços em durabilidade, tela e design.

O mercado de dobráveis nos Estados Unidos entra em uma nova fase, com mais concorrência e menos domínio de uma única empresa.