A participação da Samsung no mercado de celulares dobráveis nos Estados Unidos já começou a cair, mesmo antes do lançamento do iPhone dobrável da Apple.
Um relatório recente da Counterpoint Research aponta que a empresa perdeu espaço para concorrentes como Google e Motorola, enquanto o iPhone Fold ainda nem chegou ao mercado.
A Samsung teve vantagem quando lançou o Galaxy Fold em 2019, sendo uma das primeiras fabricantes a apostar nesse formato.
Com o passar dos anos, as atualizações anuais foram vistas como pouco inovadoras. Esse cenário acabou abrindo espaço para outras empresas ampliarem presença no segmento.
Segundo a Counterpoint Research, a Motorola foi a empresa que mais cresceu no mercado norte-americano de dobráveis entre 2024 e 2025.
A participação da marca subiu de 30,1% para 44,1% nesse período. No mesmo intervalo, a Samsung perdeu espaço e caiu de 65,6% para 50,9%.
Já o Google teve crescimento menor, com aumento de apenas 0,7 ponto percentual. Esse movimento acontece em um momento em que os novos dobráveis da Samsung não têm apresentado mudanças consideradas relevantes.

O Galaxy Z Fold 8, por exemplo, deve trazer poucas diferenças em relação ao modelo anterior. Entre as possíveis novidades, estão o retorno do suporte à S Pen e a redução do vinco da tela interna.
Mesmo assim, essa melhoria deixou de ser um grande diferencial. Isso acontece porque concorrentes já avançaram nesse ponto. O Oppo Find N6, anunciado recentemente, chegou com tela dobrável com vinco quase imperceptível.
Ao mesmo tempo, a Apple prepara a estreia do seu primeiro dobrável, conhecido informalmente como iPhone Fold. O lançamento é esperado para o segundo semestre do ano atual.
O dispositivo deve chegar com mudanças estruturais voltadas para aumentar a durabilidade e reduzir o vinco da tela. Relatórios indicam que o iPhone Fold poderá usar uma dobradiça com material chamado "liquid metal".
Esse tipo de construção tende a melhorar a resistência ao desgaste. Além disso, a Apple avalia utilizar uma estrutura de tela com duas camadas de vidro ultrafino, conhecidas como UTG e UFG.
Essa abordagem busca reduzir danos causados pelo movimento constante de abrir e fechar o aparelho. A distribuição de pressão durante a dobra também deve ser melhorada, o que pode aumentar a vida útil do dispositivo.
Outro ponto citado envolve o uso de um filtro de cor aplicado diretamente na camada de encapsulamento do painel OLED. Essa tecnologia, chamada CoE (Color Filter on Encapsulation), pode deixar a tela mais fina e leve.
O consumo de energia também tende a cair. Nesse método, o polarizador tradicional mais espesso é substituído por uma camada mais fina.
Quando combinado com uma camada de definição de pixels preta, conhecida como PDL, ocorre maior transmissão de luz e redução do gasto energético. Em aparelhos dobráveis, telas mais finas diminuem a pressão na dobra e ajudam a aumentar a durabilidade.
Diante desse cenário, a Apple pode entrar no mercado com um produto tecnicamente competitivo. Enquanto isso, a Samsung trabalha em uma possível resposta.
Rumores apontam para o desenvolvimento do Galaxy Wide Fold, que pode adotar formato semelhante a um passaporte, parecido com o esperado iPhone Fold.
Mesmo assim, o movimento da Samsung é visto como uma reação tardia. A empresa tenta responder à concorrência enquanto perde espaço em um mercado que ajudou a criar.
A Samsung ainda lidera o mercado de celulares dobráveis na América do Norte, mas já enfrenta perda de participação para Motorola e Google. Esse recuo ocorre antes mesmo da entrada da Apple no segmento, o que aumenta a pressão sobre a fabricante sul-coreana.
Com a chegada do iPhone Fold, a disputa tende a ficar mais intensa, principalmente se a Apple entregar avanços em durabilidade, tela e design.
O mercado de dobráveis nos Estados Unidos entra em uma nova fase, com mais concorrência e menos domínio de uma única empresa.







