Pornografia gerada por IA está virando um negócio

Imagem de: Pornografia gerada por IA está virando um negócio

O mercado mundial de pornografia produzida com IA deve chegar a US$ 13,3 bilhões até 2028, com uma previsão de crescimento anual de 25%, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa MarketsandMarkets.

Esse avanço acontece por diversos motivos. Um deles é o interesse crescente por material adulto que siga preferências muito específicas de cada pessoa.

Outro ponto é que a IA está cada vez mais comum no dia a dia, o que facilita a chegada desse tipo de tecnologia ao público geral. Além disso, ferramentas de IA estão mais simples de usar, o que deixa o acesso a esse tipo de conteúdo bem mais amplo.

Com a IA, dá para criar imagens e vídeos adultos com aparência real e qualidade alta, ajustando detalhes conforme o gosto do usuário.

Por isso, muita gente vê a pornografia feita por IA como uma alternativa diferente do conteúdo tradicional, que costuma seguir padrões repetidos. Antes, quem queria criar algo personalizado precisava dominar programas de edição ou ter experiência em design.

Hoje, vários apps fazem esse trabalho de forma automática, abrindo caminho para qualquer pessoa produzir material adulto digital. Apesar disso, o crescimento desse mercado também levanta várias discussões.

Especialistas apontam que a tecnologia pode ser usada de forma indevida, gerando material sem autorização da pessoa retratada ou com conteúdo abusivo. Outros falam sobre o risco de aumentar a dependência de pornografia.

Mesmo com essas preocupações, a pornografia criada por IA já ocupa um espaço grande dentro do setor adulto. E a tendência é continuar avançando, já que a procura por conteúdo mais refinado e ajustado ao gosto do usuário segue aumentando.

Impactos da pornografia feita por IA

A pornografia gerada com IA pode mudar muito o funcionamento da indústria adulta. Os custos de produção e distribuição ficam menores, o que deixa o acesso mais amplo para quem consome esse tipo de material.

Outro ponto é que a tecnologia pode ampliar a variedade de conteúdos. Ela consegue criar imagens e vídeos de pessoas com características físicas diversas, incluindo diferentes tons de pele, traços e gêneros.

Mas também existem riscos. O mesmo recurso usado para criar conteúdos fictícios pode gerar material ilegal ou que cause danos, como pornografia infantil ou cenas forjadas de violência sexual.

Preocupações com a pornografia por IA

Muita gente teme os efeitos sociais desse tipo de conteúdo. Há quem acredite que isso possa estimular comportamentos agressivos, aumentar a objetificação de mulheres ou incentivar um consumo exagerado de sexo virtual.

Outra preocupação está nos deepfakes, que são imagens ou vídeos manipulados digitalmente para fazer parecer que alguém disse ou fez algo que nunca aconteceu. Isso pode ser usado em situações de chantagem, difamação ou abuso.

Sósia de Chris Hemsworth
Um sósia de Chris Hemsworth, ator que interpretou o Thor. Imagem: Unstable Diffusion

Como anda a discussão sobre regras para pornografia de IA

Criar regras para lidar com pornografia gerada por IA é um assunto complicado. Alguns países já discutem leis específicas, enquanto outros ainda estudam como tratar o tema.

No Brasil, conteúdos adultos são liberados, mas há leis rígidas contra pornografia infantil e contra qualquer material que envolva violência sexual.

Com o avanço das ferramentas de IA, a tendência é que esse debate ganhe ainda mais força nos próximos anos. A pornografia criada por IA cresce rápido e já mudou a forma como muita gente consome esse tipo de conteúdo.

Ela traz vantagens para quem busca materiais muito específicos ou com qualidade mais alta. Ao mesmo tempo, é importante ficar atento aos riscos, principalmente no que envolve conteúdo sem consentimento ou que possa ferir a lei.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.